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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O tiro certeiro


Uma das principais manchetes nos canais televisivos, jornais e revistas, na semana passada, foi o caso de uma comerciante do Rio de Janeiro mantida refém por um assaltante. Ele a envolvia nos braços, ameaçando explodir uma granada de mão caso não conseguisse um veículo para sua fuga. O desfecho todos sabem: um atirador de elite, com um tiro certeiro, alvejou o fora-da-lei.O noticiário não terminou assim, não. Um dia após o acontecimento, Ana Cristina, a comerciante, recebeu em sua casa o atirador, o qual lhe entregou um vaso de flores, recebido como se fosse seu anjo da “guarda”. Em seu depoimento, a comerciante afirmou: “Eu me sinto muito honrada de ter ele na minha casa, porque graças a Deus e a ele eu estou aqui, junto com a minha família”. Ele, por sua vez, desejou “saúde e sorte. Conte com a gente. Que Deus te proteja”. Abraços. Beijos. Muita emoção. Alívio por estar viva.Por ironia do destino, a família da comerciante trabalha numa ONG, a qual tem por objetivo tentar tirar crianças das ruas a fim de lhes proporcionar um futuro diferente. Ela foi motivada a partir do momento em que alguns assaltantes invadiram sua casa, há exatos 15 anos.O que mais chamou a atenção foi o fato de os dois terem falado em nome de Deus: ela dando graças, e ele desejando proteção. A pergunta que não quer calar é: será que Deus ajudou o atirador a salvar a vida da mulher com seu tiro certeiro?Não creio que a mão de Deus tenha ajudado no desfecho, muito menos tenha apoiado a ação do rapaz. Ele nos ajuda nos dando a vida; Ele ajuda nos dando cérebro e músculos para vencer nossos desafios. Para discernir o certo do errado, por meio do livre-arbítrio.As cadeias estão cheias de histórias como esta. Centenas de presidiários estão dividindo suas celas com outras centenas de presidiários. Quanto custa cada um deles? Existem estimativas de que a cifra chegue próximo de R$ 1,5 mil. Não é pouco. É muito mais do que o salário de um trabalhador honesto; muito mais que o salário de um professor. Paga-se para eles ficarem o dia todo sem produzir um tostão, muito pelo contrário, gerando despesas. Não adianta dizer que são vítimas da sociedade. E o livre-arbítrio onde fica?Será que a pena de morte é solução para a diminuição dos crimes no Brasil? Não. Países que a aplicam continuam a ter contraventores. O dinheiro poderia ser aplicado de outra forma. Quem sabe emprestar um pedaço de terra para que eles pudessem plantar, colher e, literalmente, ir para a cozinha preparar sua própria refeição? Ou seja, plantou, colheu, comeu. Não plantou, não come. Queimou o colchão, vai dormir no chão. Mas não é assim que acontece. Eles pintam e bordam. Têm comida quentinha, enquanto boias-frias, por exemplo, que estão contribuindo para o desenvolvimento do País, trabalham de sol a sol, degustando suas “boias frias”. Trabalham honestamente por menos que um presidiário custa.Nosso sistema carcerário não educa para a correção. Educa para a coerção. São verdadeiras escolas do crime, onde gangues especializadas comandam o tráfico, os sequestros etc. Depois de cumprida a pena, o presidiário fica à mercê da sorte; mais provável do azar. Sua integração é difícil, pois a maioria não se preparou para o momento da saída. Parece que ser bandido dá mais lucro do que trabalhar honestamente. Para o sociólogo Lúcio Castelo Branco, da UnB, “os presídios não recuperam ninguém, muito pelo contrário, são máquinas de aprimoramento da capacidade de lesar o outro”.As soluções são óbvias: aplicar maciçamente em escolas, em material didático, com melhores salários para professores, com capacitações de qualidade, com escolas estruturadas para proporcionar aprendizagem de qualidade. E, certamente, investimento na máquina carcerária.Portanto, Ele nos deu a vida. Nós é que fazemos dela o que melhor nos convier. Como se vê, a justiça do homem é falha, mas a Dele, como diz o dito popular: “Tarda, mas não falha”. Dela ninguém escapa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A questão do trânsito


O trânsito brasileiro é uma guerra. É motorista de ônibus que não respeita motoqueiro; é motoqueiro que não respeita taxista; é taxista que não respeita ciclista; é ciclista que não respeita pedestre andando nas calçadas e, mais ironicamente neste caso, quando a via possui ciclovia, muitos andam fora dela. Uma ressalva: certamente há uma exceção para cada regra.Tem de tudo. É gente falando ao celular. É gente andando sem o cinto de segurança. É gente ultrapassando em linha dupla. Cadeirinha para crianças não é respeitada. Há pais que deixam seus filhos em pé no meio dos dois acentos dianteiros. Qualquer freada brusca, o resultado não pode ser outro além de choradeira.Porém, acho que as coisas estão melhorando, pelo menos no que diz respeito à dificuldade apresentada quando se pretende obter a permissão para o volante ou mesmo quanto à sua renovação. Ser motorista é muito mais do que ter uma carteira de habilitação no bolso: é ter responsabilidade.Esforços estão sendo protagonizados para dificultar e selecionar melhor os condutores. De acordo com o Código de Trânsito e sua lei 9503/97 (fica sugestão de leitura), todos os condutores devem frequentar aulas teóricas e práticas e os que renovarem suas carteiras devem frequentar o curso de direção defensiva e noções de primeiros socorros. Foi o caso de um amigo “(m)eu”. Estava com a carteira vencida há mais de um ano e não havia percebido. Imediatamente se inscreveu e começou a frequentar as aulas.Como qualquer curso, sempre levo meu caderno para fazer anotações. E neste não foi diferente. Eu me considero um motorista cuidadoso, pois qualquer descuido dói no bolso e na carne. Sempre carrego certas normas de conduta, tais como: ligar o pisca em qualquer situação de mudança de pista; manter distância considerável para com os veículos que antecedem e precedem; sinal vermelho é pare e verde, passagem livre; porém, sempre olhando com cuidado todos os cruzamentos. Crianças no banco traseiro devem usar cinto de segurança (especialmente aquelas com menos de dez anos) e os passageiros também, sem exceção. A lei da vantagem é proibida: ultrapassar em linha dupla, não; pela direita, não; andar na faixa destinada ao transporte coletivo, também não; dar sinal de luz quando a polícia está realizando blitz, nem pensar. Aliás, os contraventores agradecem. Desta forma, faz com que eles optem por vias alternativas. Tem gente que acha legal avisar motoristas que trafegam em via contrária que há policiamento à frente. Evitem.Ao final do curso, sabem o que aprendi? Que o primeiro acidente de carro no Brasil foi protagonizado pelo poeta-escritor Olavo Bilac. O “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, autor do “Hino à Bandeira”, foi o brasileiro que primeiro provocou um acidente automobilístico. O fato se deu em 1897. Ele havia emprestado o carro de um amigo e chocou-se com uma árvore. Acho que o curso deve ser repensado. Na verdade, ele está mais para “curso de conscientização”. Assisti a mais vídeos de acidentes e sangue rolando do que no filme “Sexta-feira 13”, com o mascarado Jason.Com relação às multas, creio que elas deveriam ser registradas em nome do motorista e não à placa do carro, afinal de contas, quem as cometeu foi ele e não esta. A consequência é que, ao se comprar um veículo no Brasil, sempre fica a dúvida: estou comprando um veículo com ou sem multas? Sabe-se de grandes prejuízos e dores de cabeça.O que falta mesmo é prudência, cidadania e conscientização. Precisa-se perceber e adotar a postura de que não estamos sozinhos no trânsito. Todos repartem o mesmo espaço e dois corpos não ocupam o mesmo lugar. Dar a vez é uma questão de bom senso, afinal, estamos todos no mesmo barco: uma vez somos pedestres e outra, motorista. Dirigir consciente é respeitar as leis. Carrego dois princípios: “Se você está com pressa, saia mais cedo” e “se está atrasado, chegue atrasado”. A vida vale mais do que alguns segundos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Brasileiros no exterior


Viver em outro país não é um mar de rosas como pensa a maioria. Antigamente, as pessoas achavam que o dinheiro dava em árvores e se voltava rico. Ledo engano. Neste assunto posso falar de carteirinha. Vivi seis anos da minha vida nos Estados Unidos e posso dizer que foi uma experiência marcante para mim e para a minha família. Já faz alguns anos; 14 para ser mais exato. Ainda me recordo das lições aprendidas.Quando decidi arriscar a vida na terra do Tio Sam, tinha três objetivos bem definidos: o sonho da casa própria, conhecer a América e aprender inglês. São sonhos comuns que a maioria dos brasileiros possui. Graças a muito esforço e dedicação, foi possível atingir os três, mas não foi fácil. Trabalhava de segunda a segunda, literalmente. Costumo dizer que trabalhava segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo.Sim, sete dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano. Natal, Ano-novo, Dia dos Pais, das Mães, do Trabalho, Páscoa e tudo que vocês possam imaginar. Lá se dá muito valor ao trabalho. Lá se aprende o que realmente significa trabalho, sem enrolação do tipo um trabalha e três ficam olhando.Claro que o início nunca é fácil. A maior dificuldade a ser enfrentada é a do idioma. Por mais que você aprenda, sempre tem a dificuldade na hora de ouvir, processar, compreender, para então responder o que lhe é solicitado. Eu costumo dizer aos meus alunos: aprenda o máximo que você conseguir. Se você aprender pouco, você sofrerá bastante. Se você aprender bastante, você sofrerá pouco. De qualquer forma, você sofrerá. Se o início não é fácil, o meio e o fim também não. É claro que depois que você domina o idioma as coisas mudam: sofre-se menos.A saudade da família e dos amigos é muito grande. Hoje em dia, tudo é muito mais fácil. Por meio da internet, nos comunicamos com qualquer parte do mundo, online, ao vivo e em cores. A webcam nos ajuda muito neste sentido. Pode-se matar a saudade com um bate-papo na frente do computador. Isto faz com que as pessoas possam se ver cara a cara, mesmo de longe. Na minha época, era só por meio de carta e telefone. E depois da ligação muita choradeira.O bom que é chorávamos juntos, abraçados. Saudades dos amigos, parentes, da cidade. Chorar é um verbo que todo brasileiro conjuga quando está fora do País, e muito. Joinville estava sempre na nossa mente e no coração.Existem também várias perguntas que se pode elencar. Por que muitos se aventuram? Quais são os benefícios e os malefícios? Vale a pena? Para mim, valeu em todos os sentidos. Hoje moro na minha casa. Não posso dizer que conheço o país do Obama 100% porém, parte dos lugares onde passei estão retratados na memória.Eu não ouvi falar, como a maioria, tampouco me disseram. Eu vi, com meus próprios olhos, como eles vivem, falam, comem. Conheci a cultura, os costumes. Por meio do idioma aprendido, faço minha profissão hoje em dia. E além do inglês, aprendi espanhol. Quem mora na Flórida convive com colombianos, porto-riquenhos, cubanos e, na grande maioria, mexicanos. Dá até pra dizer que eles são iguais a nós.Dentre muitas coisas de que sinto falta, uma delas é a profissionalização dos serviços. A carteira de motorista tirei-a num dia. Os bancos não têm fila. O tráfego é o dos sonhos. Todos respeitam as leis de trânsito e não tem o jeitinho brasileiro, muito menos o do americano.Quando se entra em uma loja, se é recebido com um largo sorriso no rosto. Nunca fui atendido por algum funcionário mal humorado, achando que estava me fazendo um favor. A grande frase do comércio é: sua satisfação ou o dinheiro de volta. Se você não está satisfeito com o produto comprado, você recebe o rico dinheirinho de volta. É difícil de acreditar, mas é verdade.Porém, é muito bom quando se retorna. Ver os amigos, a família e novamente Joinville. Esse é o maior prêmio. Quando me perguntam se pretendo voltar, respondo: só se for para ver meu amigo Mickey Mouse. Se valeu a pena, respondo, como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parabéns, administradores


Nada melhor que comentar, neste quase início de primavera, a respeito do Dia do Administrador, afinal, hoje é o dia daqueles que planejam, organizam, comandam, coordenam, certificam-se de que a empresa a qual está sob sua responsabilidade continue oxigenada, gerando bons frutos.Parabéns, administradores. Vocês são uma das chaves do sucesso da sociedade. Não é para menos que são considerados profissionais generalistas. São tantos os conhecimentos adquiridos durante a vida acadêmica e prática que os tornam tão importantes. Estudam marketing, qualidade, economia, contabilidade, além das disciplinas generalistas, como a nossa língua portuguesa, a tão temida matemática financeira, a filosofia – para compreender como os grandes administradores da história pensavam –, e muitos até inglês, que representa uma das formas de comunicação neste mundo globalizado.Parabéns, administradores. Foi por meio de Adam Smith (1723-1790) que a administração tomou força quando ele percebeu que, na divisão do trabalho, funcionários especializados poderiam produzir mais alfinetes juntos do que cada um produzindo o seu, iniciando, de certa forma, o conceito da produção em série. Na sequência, vieram Taylor, Fayol, Weber e, contemporaneamente, Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna.Parabéns, administradores. E o nosso Brasil varonil como está? Todo ano, mais administradores se graduam. E, falando a respeito do nosso verde-amarelo, tivemos tantos presidentes desde Deodoro da Fonseca, dentre eles, militares, economistas, advogados, sociólogos, e agora um torneiro mecânico. A pergunta que não quer calar é: quando teremos um presidente administrador por formação? Perdoem-me se errei, mas me parece que, de formação, nenhum. Não que eles não tenham sido bem assessorados administrativamente por seus colaboradores, porém gostaria de ver um presidente administrador de formação. Um grande amigo desta área me lembrou que a administração privada tem como foco o resultado econômico, ou seja, o lucro. Neste caso, ele deve agradar a seus acionistas e ao proprietário da empresa, tornando viável seu empreendimento. Tudo tem de ser milimetricamente calculado, especialmente as entradas e as saídas do caixa. Entrar no vermelho é proibido, afinal, essas empresas não possuem dinheiro no final do mês, têm de gerar trabalho, serviços para obter sua subsistência.Na atividade pública, o caso é diferente. Este administrador já sabe de antemão, se pouco ou muito, o quanto será depositado no seu caixa no final do mês. O da administração privada trabalha pensando em como gastar menos para lucrar mais. A palavra de ordem é “enxugar”. O da administração pública, com raras exceções, é diferente. Por saber de antemão seu caixa, trabalha o lado político. É mais gente para produzir o que a metade poderia fazê-lo, pois o dinheiro não saiu do bolso dele, mas sim dos cofres do governo.Parabéns, administradores. Vou ser mais pretensioso agora. Quem sabe tenhamos um presidente que tenha se inspirado nestas palavras e encare a administração com ciência e consciência. Se não for presidente, pode ser governador, prefeito ou até vereador. Mesmo que nenhum pretendente ao cargo-mor da nossa política tenha aqui se inspirado, vamos nos inspirar e ajudar nossos vereadores, prefeitos, governadores e até o nosso presidente a tornar esta Nação um país melhor para se viver, com mais igualdade de oportunidades e direitos.O bom administrador é aquele que pensa na sua empresa, ou para a qual ele labuta, projeta seu futuro, o lucro, e, sobretudo, o bem-estar dos seus comandados. O bom administrador é aquele que administra sua empresa como a uma família, onde todos se encontram satisfeitos, por meio das suas responsabilidades e deveres, colhendo os louros nas conquistas coletivas. Talvez um presidente administrador consiga fazer deste País a maior nação do mundo. Portanto, administradores, parabéns.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ficção científica: ontem, hoje e sempre


O futuro sempre existiu, inclusive agora estamos vivenciando-o. A ficção científica é um assunto que sempre me fascinou. Muitos de vocês lembram, por exemplo, do filme “Jornada nas Estrelas”, com o capitão Kirk e o Sr. Spock, aquele alienígena do planeta Vulcano, com suas orelhas pontiagudas; do “Perdidos no Espaço”, da família Robinson e do atrapalhado Doutor Smith. Numa versão mais nova, temos “De volta para o futuro”, com Marty McFly, que viajava tanto para o passado quanto para o futuro, com a ajuda do cientista maluco Doc, no seu carro voador. Todos eles têm em comum coisas que muitos julgam impossíveis de acontecer no futuro: a viagem no tempo e o teletransporte. Será que serão possíveis? Irão acontecer no futuro? Acho que sim.Mais recentemente, clássicos do cinema como “O Homem Bicentenário”, do robô que é considerado humano no final do filme, e por que não falar também do próprio “Eu, Robô”, quando nossos amigos enlatados começam a expressar sentimentos de amor e ódio? Lembro-me remete àqueles filmes em que a raça humana é dominada pelas latas de sardinha, como dizia o atrapalhado Dr. Smith. Prestem atenção: o dia em que os robôs expressarem sentimento, será o começo do fim da raça humana; e já está acontecendo nos filmes de ficção científica. Isto sim me preocupa.São possíveis tais fatos, que hoje são considerados ficção, se tornarem realidade? Mais uma vez, sinceramente acredito que sim e a história me respalda. Então vejamos: quando o Dr. Spock pegava o seu comunicador para falar com a Interprise, o fazia praticamente por meio do que hoje chamamos de telefone celular. Quando o homem primitivo começou a se comunicar, o fazia por meio da fumaça. Se, naquela época, lhe dissessem que no futuro haveria um aparelho que transmitiria sua voz ao outro lado da montanha, eles iriam dizer que seria impossível. Hoje é realidade. Ficção científica. Foi uma questão de tempo, de dias.Outra ficção científica do passado foram os transplantes de órgãos. Se eu tivesse falado ao meu bisavô que no futuro iriam transplantar o coração de uma pessoa falecida em outro que tivesse com o seu doente e ele continuaria a viver, provavelmente até me bateria e diria: “Guri, tu tá loco”. Em 1967, foi efetuado o primeiro transplante de coração e, desde então, foi um sucesso; os transplantes se tornaram coisa corriqueira. Ficção científica do passado que se tornou realidade.Leonardo da Vinci, por exemplo, foi um visionário. Dentre seus desenhos idealizou uma máquina que tinha como propulsão hélices. Naquela época, era ficção; hoje, são os chamados helicópteros. Imaginava o homem mergulhando com câmaras presas ao corpo. Antes ficção, hoje são os escafandros; os tanques de guerra ele também os desenhou, hoje...Em “Star Wars”, George Lucas apresenta uma cena onde existe uma comunicação em forma de holograma; ficção científica. Há algumas semanas, os noticiários da televisão apresentaram a nova onda: pessoas no palco contracenando com hologramas. A apresentadora disse: “Parecia coisa de cinema, mas já é real”. No futuro, daqui a alguns dias, conseguiremos ver uma escola de samba inteira na nossa casa; de que forma? “hologramificada”.Creio que o homem viajará no tempo, se já não o faz e não percebemos. É só uma questão de dias. Talvez mil dias, talvez 10 mil dias, talvez um bilhão de dias; porém, uma questão de dias. O que se imaginava impossível ontem, é realidade hoje. Foi pura questão de dias. Muito da ficção científica do passado hoje é realidade e está por toda a parte na nossa vida.Acredito plenamente no teletransporte e na viagem no tempo. Hoje é pura ficção científica. No futuro, ela se transformará em realidade, assim como a história tem se repetido e, novamente, me respaldado. Lembrem-se: a ficção científica do passado vem se tornando realidade. Portanto, vamos dar tempo ao tempo.