Mais uma vez cá estamos: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize ... “. O ritmo é de valsa. A contagem é regressiva. Todos estarão de olhos bem abertos, voltados ao ponteiro dos segundos, o qual correrá da esquerda para a direita: “... cinco, quatro, três, dois, um”. Fogos de artifício riscam a noite escura, subindo e se armando como arcos. É verde, é vermelho, azul, brilhante. Champanhes explodem. Espumantes enchem taças. Abraços, beijos, risos. Votos de saúde, paz, amor. É o ritual de Ano Novo. As esperanças se renovam. As promessas são reconsideradas. Serão 365 novas tentativas de parar de fumar, de começar aquele regime, ou recomeçá-lo. Planos para ginástica, para aquela corrida, para entrar em forma, e para se dedicar mais aos estudos.
Todo ano é assim e não vai mudar. Pelo menos aqui neste cantinho do mundo, e em todo o Brasil. É a nossa cultura. O ser humano é movido por sonhos. Muitos se realizam no decorrer da vida. Outros não. A esperança de é que um dia, eles se realizem. Nem que seja numa próxima vida, para o nosso próprio crescimento espiritual.
Foi um ano como outro qualquer, só que alguns fatos marcam mais que outros. No mundo alguns nos deixaram; como o rei do pop, Michael Jackson. Entretanto, sua voz não se calou. Independentemente do seu criticado estilo de vida, sua música estará sempre viva, já que os clássicos não morrem; eles só nos deixam. Sócrates, por exemplo, continua “vivinho da silva”, depois de ter nos deixado, com seus ensinamentos. A eleição do primeiro presidente americano negro, o qual diga-se de passagem, ironicamente recebeu o Prêmio Nobel da Paz, mesmo pregando que “o uso da força não é apenas necessário como também moralmente justificável”. Puro antagonismo. A crise econômica mundial afetou todos os países, apesar do nosso presidente ter afirmado que aqui no Brasil ela seria uma “marolinha”. E parece que foi. A indústria brasileira está produzindo mais do que nunca. Altos índices de produção são divulgados, com números invejáveis mundo afora. Nunca se vendeu, e se comprou tantos carros, motos etc. como ultimamente. Na construção civil as paredes não param de subir. É cimento e reboco para todos os lados. Parece que o barbudo e ex-sindicalista tinha razão.
Não podemos nos esquecer também das várias pizzas comidas no Congresso e no Senado. Aliás, ultimamente parece que o cardápio mudou: são panetones agora. Pouca (ou nenhuma) vergonha. O MST destruiu uma plantação de, nada mais, nada menos, sete mil pés de laranjas. E não foi a primeira do ano. Cenas chocantes de destruição das “nossas” riquezas e do trabalho de vários meses dos agricultores. Um verdadeiro crime contra o país. E chamaram de “manifestações sociais”. Bando de “desprovidos de inteligência”.
Aqui na Manchester temos a volta do JEC no cenário nacional, após a conquista da Copa Santa Catarina. Nosso “coelho” estará representando o estado na Série D. Pelo menos marcará um recomeço e esperança de dias melhores; esperamos que “de séries melhores também”. Brigas políticas sempre as teremos; fazem parte da história. Quem ganha reclama das condições encontradas; quem perde diz que deixou um ótimo legado.
Mas afinal, o que se pode esperar a partir da noite de amanhã? Quais serão as novas promessas? Como diz a canção inicial: “... muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Dinheiro no bolso é essencial e ele traz felicidade, sim. Não adianta os moralistas dizer que “dinheiro não é tudo e não traz felicidade”. Ele traz; e muita. Desde que possa ser usado com consciência e de forma igualitária. Mas, acima de tudo, o que se quer mesmo é muita saúde. É por ela que devemos clamar: saúde, saúde, saúde... Que todos nós a tenhamos, para conseguirmos por em prática todos os nossos sonhos. Que a tenhamos, em número, em grau e gênero o suficiente para crescermos como seres humanos e contribuirmos de alguma forma para com nossos semelhantes. Que Deus nos cubra com Suas bênçãos, para que possamos dar conta dos nossos empreendimentos em 2010.


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