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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Em busca do começo


Conforme a humanidade avança no tempo, o homem procura respostas para indagações que jamais serão respondidas. Desde os grandes filósofos, e até mesmo antes do pai da filosofia, Sócrates (469-399 a.C.), as perguntas são as mesmas: de onde viemos? Onde e como tudo começou? Atualmente parece que é mais fácil conhecer o depois, que o antes.
Existem duas grande vertentes que respondem as dúvidas anteriores. Para os criacionistas, Deus criou tudo em sete dias. Para os cientistas, tudo começou por meio do big bang; expressão inglesa que significa “grande explosão”.
Parece ser muito difícil que tudo o que se vê, se sente, se cheira, ou mesmo o que não se vê, possa ter sido construído em apenas uma semana. Por melhor que seja o engenheiro, não dá para acreditar. O Livro Sagrado dos Cristãos, a Bíblia, afirma que “no princípio Deus criou os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre o abismo” e por aí afora, numa sucessão de fatos e acontecimentos, que muitos duvidam - menos a fé. Existem aqueles que não gostam nem de tocar no assunto, pois estariam pondo em cheque sua própria crença. Se a fé existe - e ela existe, deve ser raciocinada.
A ciência tenta provar, pelo menos através de hipóteses, que o universo conta com aproximadamente 16 bilhões de anos. A versão do big bang está atualmente ganhando os holofotes de toda a imprensa. É que foi criada uma máquina, a qual é considerada a maior criação do homem, denominada Large Hadron Collider, que em português se traduz como o Grande Colisor de Hádron. Pois bem, esta engenhoca tem como objetivo “recriar condições semelhantes de temperatura e densidade similares àquelas que existiram milésimos de segundo após” a grande explosão. Aquela que, segundo os cientistas, deu origem ao universo.
O acelerador de partículas nucleares tem um formato cilíndrico e foi construído na Europa, entre a França e a Suíça, a uma profundidade de cem metros. Em 2008, pasmem, seu custo alcançara a cifra de US$ 8 bi (hoje já ultrapassa os US$ 10 bi). Sua função é acelerar prótons em sentidos opostos, dento do cilindro que mede vinte e sete quilômetros de circunferência, a uma velocidade astronômica, até que eles se choquem e possam provocar uma réplica da grande explosão. Uns dizem que é tudo pela ciência; outros dizem que o homem está brincando de ser Deus.
Por mais que queiramos, as resposta jamais serão respondidas; pelo menos nesta era em que vivemos. Para entendermos como tudo começou, devemos entendê-Lo. E, como ninguém chegou a conversar com Ele, como saber? Uns dizem que Moisés o fez, porém será que é realmente verdade? Será que realmente Moisés o viu, o sentiu, apertou Sua mão? A fé diz que sim.
Entretanto, vamos analisar os fatos. Digamos que os sete dias sejam verdade. Que não existia nada. Que havia um vazio. Que eram tudo trevas. Então, onde Ele estava? No nada? No vazio? Aí, caros amigos, cada vez mais surgem dúvidas tipo: e quem criou o vazio? O nada? E, avançando um pouco mais: se a grande explosão foi o início de tudo, se duas partículas se chocaram e antes não existia nada, quem criou tais partículas?
Como se vê, começamos com perguntas e com elas terminaremos. E mais, com elas dormiremos e morreremos. Certamente existe um criador e não se trata aqui de ateísmo não. Ele existe, sempre existiu e não deixará de existir. Deus é uma exceção; é assim que O compreendo. Se para toda regra existe uma exceção, a maior de todas é Ele, para provar esta regra. Estamos em busca do começo e continuaremos nossa jornada. Por mais que os cientistas queiram e até encontrem indícios do começo, nada será comprovado efetivamente. Serão especulações, serão hipóteses. O começo de tudo a Ele pertence. Resta-nos sim, cuidar deste ponto azul no universo infinito. Não será uma máquina que conseguirá provar de onde viemos. Este acelerador gigante será mais uma tentativa, de bilhões de dólares, que poderiam ser mais bem aplicados, em prol da própria humanidade. Que continuem as dúvidas, mesmo porque “não são a respostas que movem o mundo e sim as perguntas”.

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