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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O atendimento ao consumidor


Às vezes achamos que certas coisas só acontecem com a gente, porém quando as compartilhamos, percebemos que não somos os únicos. Ledo engano.
Como diz um dos meus alunos em muitos dos seus e-mails: “vou contar o milagre, mas não o santo”; então, lhes contarei quatro milagres, aos quais chamarei: A, B, C e D, mas também não vou lhes contar os santos.
Fiz uma compra num determinado estabelecimento comercial e tive que retornar, pois o produto não possuía os requisitos necessários e, portanto, não passaria na vistoria. Falei com o vendedor e ele disse que não poderia devolver o dinheiro, só o crédito. Ao aceitar a condição, um outro funcionário traz do depósito a exata mercadoria que eu precisava. Com as duas nas mãos perguntei qual a diferença de preço. Ele me disse que elas tinham o mesmo preço. Questionei o valor, pois a primeira era quase o dobro do tamanho da segunda e, portanto, seu valor deveria ser menor. O vendedor continuou dizendo que o preço era o mesmo. Por fim, decidi aceitar o crédito e usá-lo posteriormente. Porém, completei que iria comprar no concorrente, pois o preço era bem mais em conta. Para minha surpresa o comentário do vendedor foi o seguinte: “Por que o senhor não aproveita e compra em quantidade para revender”. Esta foi à loja A.
No mesmo dia, numa outra loja, retirei minha senha - a de número 49 e fiquei aguardando. Aguardei. Aguardei. E, aguardei. Para a minha surpresa, o vendedor começou a atender o 50. Então, falei ao vendedor: “Amigo, na minha matemática o 49 vem antes”. Fui então atendido. Sua primeira pergunta foi: “O senhor deseja alguma coisa?”. Pensei com meus botões: se estou na loja, com uma senha, claro que eu “preciso de alguma coisa”!. Esta foi a loja B.
Ao chegar em casa, encontrei papelão e plásticos espalhados pelo quintal. Os montadores haviam montado o armário, comprado por minha esposa, porém deixaram seus rastros. Estes, representantes da loja C.
Na mesma noite fui a outro estabelecimento comercial e, ao estacionar o carro, fui recepcionado por um atendente com um grande guarda-chuva, pois estava chovendo bastante. Este, vou chamar de estabelecimento D.
Aí então comecei a refletir sobre o atendimento recebido por nós, os consumidores. É claro que não podemos generalizar; nem todos atendem da mesma forma. Alguns melhores. Alguns, piores ainda dos que descrevi anteriormente. Lembrei-me também de outra aluna, empresária, dizendo: “existe uma carência muito grande para se encontrar profissionais capacitados no mercado. Não tem”, disse ela.
Na empresa onde trabalhei nos Estados Unidos, havia um cartaz que sempre me chamava atenção. Ele dizia assim: “Pode demorar seis meses para se conseguir um cliente. Porém, para perdê-lo bastam três segundos”. Posso lhes afirmar que foi o que aconteceu com as lojas A, B e C, citadas anteriormente. Nelas, não volto mais. Porém, no estabelecimento D voltarei sempre. Lá sou tratado com respeito; como verdadeiro cliente. Inclusive faço questão de recomendá-los e deixar gorjeta ao sair, pelo excelente atendimento prestado.
É impressionante como alguns colaboradores não percebem que representam suas empresas; que representam todos os demais colegas e diretores também. E não são somente os vendedores não. Os motoristas, ao conduzir o veículo da empresa, o pessoal da limpeza, os caixas etc. Eles não percebem que suas empresas gastam milhares e até milhões em propaganda e marketing, como uma das ABCs citadas anteriormente, na contratação de empresas de publicidade, de artistas de renome nacional, para divulgar suas marcas. Eles não percebem que suas colegas vendedoras fazem “das tripas coração” para conseguir efetuar uma venda e atingir suas metas e, como num passo de mágica, perdem seus clientes.
Portanto, da próxima vez que estiver falando em nome daqueles que depositam confiança no seu trabalho (no nosso trabalho), vamos atendê-los como verdadeiros consumidores, merecedores do devido respeito, independentemente da compra ter sido realizada ou não, pois amanhã ele poderá voltar; ou não!

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