Powered By Blogger

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crack, nem pensar. Tô nessa


O Dia Mundial de Combate às Drogas foi divulgado na semana passada. Mas campanhas como a Crack, nem Pensar, do Grupo RBS, são temas sempre atuais e devem ser lembrados diuturnamente. Afinal de contas, e infelizmente, as drogas estão infiltradas em todos os lugares da sociedade e todo o cuidado é pouco. Muito pouco por sinal.
O Grupo RBS vem levantando a bandeira por meio do mote “Crack, nem Pensar” já há dois anos, e desta vez foram distribuídos folderes e pulseiras para sensibilizar a população e “evitar que mais pessoas experimentem a droga”. A empresa está apoiando 20 entidades no estado catarinense e gaúcho em projetos sociais, e aqui na Manchester Catarinense entidades ligadas a Associação Joinvilense de Obras Sociais (AJOS) serão as beneficiadas.
Mesclando com a Copa do Mundo, dá até para referenciar o craque argentino Maradona, que há alguns anos esteve na mídia por causa do uso de cocaína. Ao que parece, conseguiu dar a volta por cima. Assim esperamos, pois personalidades como o futebolista arrastam multidões, não só no lado positivo, como jogador e ídolo, como no negativo, ao experimentar a droga.
Quem de nós já não foi tentado a cair na malha do vício. Lembro-me que, ainda no Ensino Médio, um dos “colegas” de classe me convidou para dar umas tragadas num baseado. Era no intervalo das aulas e minha resposta obviamente foi negativa. Em questão de segundos o vi caminhando até desaparecer e se esconder atrás do prédio da escola. Graças a Deus, e ao meu livre arbítrio, resisti à prova até hoje. Sou virgem com muito orgulho. Meus neurônios não sabem o que é “viajar na maionese” e “escorregar no catchup”. Entretanto, eles sabem, e muito bem, convencer os indecisos. Eles, os traficantes, estão à espreita para pegar alguém que seja fraco e tenha vergonha de dizer não, com medo de ser considerado careta.
Já vi depoimentos chocantes de mães que perderam seus filhos para os “bad boys”. Num deles, uma mãe aos prantos dizia: “O traficante levou meu filho. Eu o amei, lavei, troquei as fraldas, passei talco e agora ele está morto”. A vida com as drogas vira um pesadelo. Basta um descuido e tudo vai por água abaixo. Uma vida é sacrificada e junto com ela a família sofre, a sociedade sangra. No início eles prometem “mundos e fundos”, mil fantasias. Uma vez dentro, a saída é penosa. Saída esta, que, aliás, para muitos não há.
Vamos fazer uma frente contra este câncer que está cerceando muitas células da nossa sociedade: as famílias. Vamos apoiar campanhas como esta as quais têm por objetivo o combate às substâncias alucinógenas. Vamos fazer do “Dia” Mundial de Combate às Drogas uma “Vida” de luta e vigilância às drogas. Portanto, Crack, nem Pensar. Eu, também “tô” nessa.

A justiça de Deus e a dos homens




Na sexta-feira, 16 de junho de 2010, apesar de não ter sido uma treze, muito menos do mês de agosto, foi como se fosse, para o americano Ronnie Lee Gardner, 49. Condenado à pena de morte, ele foi executado como nos tempos do faroeste - num paredão. Cinco atiradores de elite, voluntários, foram os responsáveis pelo abreviamento da vida daquele homem, num alvo de aproximadamente 5 centímetros, com um círculo no meio, colocado no lado esquerdo do seu peito.
Antes dos disparos o guarda da prisão anuncia ao microfone que o condenado tinha direito há dois minutos para suas palavras finais. Após a pergunta o prisioneiro simplesmente diz: “I do not, no.” - que em português claro significa, “Não tenho nada a dizer”, balançando levemente sua cabeça, conforme descreveu um dos jornalistas autorizados a participar da execução. Após suas últimas palavras, foi colocado um capuz preto à sua cabeça. Este fato se deu na cidade de Salt Lake City, no estado de Utah, nos Estados Unidos.
O recluso foi condenado, após ter assassinado um bartender com um tiro na face, há mais de vinte e cinco anos. “Estou feliz porque ele está livre agora. Somente triste pela forma como se deu”, declarou seu irmão.
Confesso que não imaginava que num país como o do tio Sam, pelo menos em alguns estados (já que cada um possui suas próprias leis), ainda se usasse a prática deste tipo de pena pela justiça. Então: se é errado matar (e é claro que o é), o que fazer com os que o sacrificaram? O que fazer com aqueles atiradores, que voluntariamente se dedicaram, de corpo e alma, para executar sua tarefa da melhor forma possível? Que justiça é esta, que mata para punir? Que mata quem matou?
Esta, é a justiça dos homens; não a de Deus. Por que se assim fosse, Ele seria um pai vingativo com seus filhos. A do homem nós conhecemos. Para a Richthofen, por ter assassinado seus pais, a justiça - dos homens - a condenou a 39 anos de reclusão. Será que quatro décadas é o preço a pagar por duas vidas? E a de Deus? O que será que acontecerá quando ela se apresentar, tête-à-tête, com Ele?
Será que a corte não é tão assassina quanto o executado? Fico imaginando os atiradores chegando em casa, sendo abraçados por suas esposas e indagados por seus pequenos: “papai, você teve um bom dia de trabalho?”. Ou então: “papai, vamos brincar de bangue-bangue?
Punição deve haver sim. Mas para servir como reflexão pessoal e como exemplo para a sociedade. Na pior das hipóteses, tranca-se o homicida, ou qualquer outro que cause mal à sociedade, e atira-se a chave no mais fundo dos oceanos. Esta, por sinal, continua sendo a opinião de um homem; não a do Supremo.

Sentimento verde-amarelo


Como diz o velho, porém sempre atual refrão: “Todos juntos vamos, pra frente Brasil, salve a seleção”. Mais uma vez o sentimento verde-amarelo bate à porta do povo brasileiro. Parece que estamos “todos ligados na mesma emoção, tudo num só coração”. São quase duzentos milhões de corações conectados por uma causa nobre: a conquista de mais um título mundial de futebol, para esta criança de apenas quinhentos anos, sedenta de heróis. É a única nação onde o número de técnicos de futebol se equipara ao da população.
Empolgação de norte a sul do país. No nordeste as festa juninas estão enfeitadas com as cores da seleção. São chapéus, calças remendadas com panos que lembram o mais lindo de todos os pavilhões. Aqui na city até as cocadas, nas prateleiras dos super-mercados, entraram em ritmo de seleção.
A capa da edição de segunda-feira do jornal “A Notícia” apresentava uma criança recebendo as gotinhas contra a Poliomielite, das mãos de uma agente de saúde. Ambas em ritmo de Copa do Mundo: a adulta com suas unhas pintadas em verde-amarelo e a criança com as cores do canarinho.
Carros desfilam pelas ruas ostentando suas bandeiras. Escolas desenvolvem textos e debates em torno do evento. Multidões se aglomeram à frente das telas nos bares, restaurantes, nas ruas e nas calçadas. “De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão”. O povo brasileiro se une numa espécie de êxtase coletivo, imaginando que, da sua garganta, em alto e bom tom, possa mais uma vez gritar: “Brasilllllllll, é campeão; é campeão”.
Por que será que somente em tempos de Copa do Mundo, os corações ficam mais verde-amarelo? Talvez esteja aí, a oportunidade de fazer desta nação a mais poderosa do mundo, que já é a mais querida, não só por nós brasileiros, mas por todos os que por aqui passam. Vamos aproveitar para fazer deste evento, o marco de um novo Brasil, onde as crianças possam gritar de alegria e entusiasmo; onde não sejamos somente campeões por meio das chuteiras; onde haja comida e emprego para todos; onde haja educação de qualidade, saúde e saneamento básico.
“Salve a seleção”. Que o sangue vermelho que corre em nas nossas veias, possa se transformar em verde-amarelo; e que do suor das nossas têmporas, possam brotar estrelas que iluminem esta nação, com muita Ordem e Progresso. Que esta chuteira dê o ponta-pé inicial de uma nova esperança, agora e sempre, independentemente do resultado da grande final, lá no domingo de 11 de julho. Que este sentimento verde-amarelo, de amor a pátria continue, pois “Somos milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”.

Amamentar: um ato de amor


Sabe aquela cena que a gente vê e não esquece? Aquela que marca para o resto do dia? Da semana? Do mês? Talvez do ano? Comigo foi assim. Jamais esquecerei. Na verdade foi uma cena comum, tanto que é vista na televisão, nas páginas dos jornais e revistas, nos hospitais, porém a forma que se deu é que me marcou.
Eu estava dirigindo para mais um dia de aula, quando de repente, algo chamou minha atenção. Diminui a velocidade e atentamente observei. Uma mãe, que pela distância aparentava ser de meia idade, desceu da bicicleta, encostou-a contra o muro e sentou-se confortavelmente no chão, pernas cruzadas e costas inclinadas para trás. Aconchegou seu bebê nos braços, como em forma de berço e na sequência, também acomodou sua cabecinha ao lado esquerdo, enquanto sua mão direita foi em direção à sua cintura, até encontrar sua barriga. Deslizou suavemente sua mão espalmada, como num movimento ascendente até encontrar seu seio. Deslocou seu sutiã, descobrindo-o, e levou até a boca da criança, e ali ficaram, num fitar de olhos penetrante, com amor e cumplicidade.
Comecei a me perguntar: qual a sensação de amamentar seu próprio filho? Qual o sentimento que passa pela cabeça de uma mãe, naquele exato momento que está se doando de corpo e alma?
Lembro de minha esposa, quando amamentava nossa filha, comentando que ao dar o seio, sentia seu útero “se contraindo, se repuxando, voltando para o lugar”, como um dos efeitos daquele ato de amor, efeito cicatrizante do parto, como um bálsamo, como um antídoto para o seu próprio corpo, além da sensação de bem estar e dever cumprido. Tentei imaginar como seria esta sensação, esta experiência única de um ser humano. Claro que jamais poderei sentir, pelo menos não nesta vida.
Dei uma de pesquisador e fui a campo. Na instituição onde trabalho, comecei a perguntar às minha alunas o que era amamentar e as respostas foram as seguintes: “é se doar, professor”; ”é dedicação, é comprometimento”. As declarações foram tão particulares e espontâneas, que uma delas escreveu: “amamentar é a maior expressão de amor que pode existir entre a mãe e seu filho. Quando o bebê procura você para se alimentar, você se sente a pessoa mais importante do mundo e percebe como Deus faz as coisas tão perfeitas, que até fornece o alimento para o ser humano que está chegando ao mundo agora. É simplesmente inexplicável, pois existe uma troca de cumplicidade, de amor e afeto! É o que eu senti amamentando minha filhinha”. A outra deu uma declaração surpreendente: “É a sensação mais gostosa que existe. Porém, quando se para de amamentar, é como se cortasse o cordão umbilical; é uma dor muito grande”.
Nós homens jamais saberemos o verdadeiro prazer que existe neste ato de doação e amor. Cabe a nós incentivar as mulheres a amamentar sua prole. O leite é o melhor alimento, pois além de proteger de doenças, também auxilia na imunidade do bebê. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a amamentação deve se dar “exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e continuar amamentando até o primeiro ano”. E, ainda, segundo a UNICEF: “se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a mamar até os dois anos de idade, quase um 1,3 milhão de crianças poderiam ser salvas, todos os anos, e outros milhares de meninos e meninas cresceriam muito mais saudáveis em todo o mundo”. Pois é, lembram-se daquela mãezinha que desceu da bicicleta, no início destas palavras: ela já está fazendo a sua parte. Parabéns!

Ah, essas mulheres


Onde quer que estejamos, aqui, lá, ou acolá, sempre estaremos na presença delas. Não importa que sejam gordas ou magras, altas ou baixas, loiras ou morenas. Sempre teremos o privilégio de com elas estarmos. Elas são nossas musas inspiradoras. Aquelas que, sem medo de errar, são nosso norte, sul, leste e oeste. Elas dão rumo à humanidade.
Pode-se imaginar o mundo sem elas? Claro que não. Seria um tédio, um verdadeiro caos. Jamais sairíamos do lugar, pois andaríamos em círculos, como num movimento de vai e vem, como que, perdidos no espaço, no vazio do universo.
Ah, essas mulheres. Não importa se bonitas ou não tão; se novas ou há mais tempo adolescentes; calmas ou inquietas. Sua origem ainda não foi comprovada. Os criacionistas dizem que foram feitas a partir da costela do primeiro homem - Adão. Os evolucionistas, como o seu precursor Charles Darwin, dizem que evoluíram do primata. Não importa a sua origem. Elas estão aqui e devemos reverenciá-las, amá-las e guardá-las no fundo dos nossos corações.
Cantadas em prosa e verso, por escritores, poetas, cantores, elas inspiram nossa vida. Martinho da Vila disse: “Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades de muitos amores”. Não tive tantas quanto o poeta, porém todas marcantes. Erasmo Carlos afirma que é “forte, mas não chego aos seus pés” e o Roberto, seu irmão camarada, diz ser um “amante a moda antiga”. Aqui me identifico. Me enquadro mais ao estilo do “rei do iê, iê, iê”: “Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores e ainda chamo de querida a namorada”, minha linda e eterna esposa.
De onde vem tanta força? Nos momentos mais difíceis elas sempre estão presentes nos acariciando, dando força, incentivando, ou mesmo confortando. De onde vem tanta inspiração e tanta alegria? É nelas que tiramos alento para nossas dificuldades. É no repouso dos seus braços que nos confortamos e revigoramos nosso entusiasmo. Elas são munição para o nosso dia a dia.
Meninas, vocês são perfeitas por natureza. Mesmo que lhes digam que as gordurinhas chegaram, que os pés de galinhas estão aparecendo, vocês são perfeitas. Celulite pra mim é charme. Quem não as tem? Aliás, quem não as tiver, que atire a primeira pedra. Que os machões de plantão não se enganem com aqueles outdoors, ou àquelas páginas de revistas, mostrando curvas e partes avantajadas: é puro photoshop, pura ilusão de ótica. Tudo obra da informática. Chegam até a tirar a beleza natural, parecendo bonecas de porcelana. É tudo criação para esconder imperfeições; imperfeições, que aliás, fazem parte da natureza humana. Portanto, meninas, não se envergonhem. Sejam bonitas como vocês já são. Tenham vergonha daqueles que exigem a perfeição feminina. Estes, sim, são os imperfeitos, os que não assumem sua própria identidade e não conseguem apreciá-las como são. Vinícius de Moraes estava errado quando afirmou: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Sou partidário do filósofo Sêneca, aquele do início da era Cristã, que diz: “Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas”. A verdadeira mulher só é completa se vista por fora e por dentro, no âmago da alma, com todo o seu eu.
Então, meninos, vamos viver para amá-las e amar para vivê-las. Vamos aproveitar esta quarta-feira, nossa quarta-feira, para saudá-las com abraços, com beijos e flores, agradecendo desta forma toda nossa gratidão e carinho. Ah, essas mulheres!

A Massoterapia: opção para o bem estar


Hoje em dia vivemos num mundo onde às vezes esquecemos de nós. No trabalho, as exigências são cada vez maiores. Nas escolas temos que saber mais e mais para nos preparar para o futuro (dizem nossos mestres). A correria é tanta, neste início de terceiro milênio, que esquecemos do nosso bem maior: nossa saúde.
Estar de bem conosco é condição mínima para que possamos desempenhar bem nossas atividades. Muitos, para conseguir equilibrar suas despesas, dividem-se em dois literalmente - possuem dois trabalhos. Outros, mesmo com um, o levam para casa para poder cumprir suas obrigações. O resultado, desta correria frenética, chega de mansinho: o estresse. Uns dizem que ele é maléfico, outros, pelo contrário, que é benéfico, nos indicando que algo não está correndo bem, servindo desta forma como alerta.
A procura para amenizar as dores do corpo e da mente, provenientes do estresse causado pelo ritmo incessante de vida, passa por diversos sítios. Dentre vários, surge um profissional que começa a se despontar no mercado de trabalho: o Massoterapeuta. E como ontem, 25 de maio, comemorou-se o seu dia, achei conveniente fazer alusão à esta profissão, mesmo porque vários profissionais já foram aqui saudados, dentre eles, os Administradores, os Dentistas, os Médicos e como não poderia deixar de ser, os Professores.
Mas quem são os Massoterapeutas? Quais suas possíveis áreas de atuação?
Muitos ainda o confundem com o “velho e conhecido” Massagista. Hoje em dia, existe uma distinção. O termo Massoterapia é diferenciado da Massagem porque o segundo começou a ter um cunho erótico, com as famosas casas de massagem, ao passo que o primeiro caminha no viés profissional terapêutico. Existem dados desde 2500 a.C., na China, onde a prática da profissão já era desenvolvida. O termo “masso” vem do grego e significa “amassar”. E não é para menos: quem de nós, ao sofrer alguma queda, batida, ao sentir alguma dor, não leva a mão e “amassa” o local de forma instintiva? Aquela dorzinha nas costas que não nos deixa em paz, ou o famoso nervo ciático, ou o pé inchado das gestantes e tantos outros problemas, podem ser aliviados através de um simples toque. Obviamente que tudo deve partir da autorização e orientação de um médico especialista.
Os Massoterapeutas têm o dom de tirar nossas dores com as mãos. Suas técnicas deveriam ser aplicadas uma vez por semana, ou pelo menos a cada 15 dias. Aliás, muitas empresas já a adotam, diminuindo o nível de estresse do dia, desonerando seus cofres, garantindo desta forma o bem estar dos seus colaboradores.
A profissão está tomando mais importância na sociedade, tanto que o ex-governador, Luiz Henrique da Silveira, sancionou a Lei 14.074, em julho de 2007, reconhecendo o dia no calendário oficial do Estado.
Os locais de trabalho são tantos que vamos nos ater somente a alguns: clínicas de estética, hospitais, terapias alternativas, centros esportivos, instituições de reabilitação. A função deste profissional nos hospitais contribui, por exemplo, após um ato cirúrgico, com a drenagem linfática. Como terapia alternativa existem várias formas, especialmente as orientais que estão chamando atenção da população, por sua aplicação milenar e eficácia. Enfim, o campo é bem diversificado, margeando desde a reabilitação até o bem estar da população.
A partir de agora e quando o estresse der sinal, pense bem antes de se automedicar. A solução pode estar a alguns toques. Massoterapeutas, parabéns pelo seu dia. Nosso Estado oficialmente os saúdam.

Responsabilidade no trânsito


Vem dia e vai dia e os acidentes no trânsito continuam aumentando a passos largos. As manchetes de jornais e revistas impressas, os tele-jornais, estão recheadas de acidentes causados, na sua maioria, por motoristas inconsequentes que só pensam no seu próprio nariz. Não é raro vermos, por exemplo, motoqueiros cruzando calçadas, pilotando por sobre o passeio, manobrando na contra-mão, furando sinal, com o intuito de cortar caminho e encurtar distâncias. E não são somente os das duas rodas, não: táxis, vans, ônibus e caminhões, tentam aproveitar à “Lei de Gérson”, a de “levar vantagem em tudo”, e desta forma ganhar tempo.
Na maioria das vezes, onde há imprudência, algum dano físico ou material é o resultado. Os acidentados nos Prontos Socorros aumentam, parecendo até que na mesma proporção do incremento das vendas de veículos no Brasil. São mais carros, motos etc., num mundo cada vez mais estressado, onde as pessoas não se dão por conta que, como o velho chavão afirma, “mais vale perder um minuto na vida, do que a vida em um minuto”. Às vezes, só dez segundos já faz uma grande diferença. Um simples dilema pode ajudar: “quando você estiver com pressa, saia um pouco mais cedo”. Desta forma não há necessidade de rasgar o asfalto como um piloto de Fórmula 1.
Além da imprudência, a responsabilidade anda a solta nas ruas da city. Na semana passada, em plena manhã vi um motoqueiro estacionado na calçada. Inicialmente pensei que estivesse falando ao telefone, porém para minha surpresa, percebi que estava se drogando. Olhei pelo retrovisor e confirmei.
É claro que não se pode generalizar. Nem todos os motoqueiros usam droga. Nem todos são tão irresponsáveis como o que vi. Tenho certeza que aquele era a exceção da regra. Só mesmo um irresponsável (um sem consciência) para manejar um veículo automotor, depois de usar droga. Verdadeiro inconsequente.
Comecei então a fazer um exercício mental sobre a possibilidade dele sofrer um acidente, ou provocar um. Sim, porque a droga provoca desde a sensação de bem estar, de relaxamento a taquicardia. Há também uma forte vontade de rir, porém antagonicamente A este sentimento, advém a angústia, o desespero e a sensação de pânico. A noção de perda de tempo e espaço também faz parte do pacote, somada à letargia (a perda da sensibilidade e dos movimentos). Com todas estas alterações, ou somente uma delas, já é suficiente para que um acontecimento fortuito ocorra. Um simples vacilo e nosso protagonista pode ir ao chão. As consequências são sabidas. Entretanto, o pior ainda pode acontecer: uma pessoa qualquer poder ser alvo da sua arma – a moto. Um idoso, uma criança, ou mesmo um de nós. No caso de uma tragédia fatal, o envolvido pode se incomodar para o resto da sua vida, simplesmente pela irresponsabilidade de um inconsequente, sem falar no sofrimento que irá perdurar na família da vítima.
Está na hora de fazermos nossa campanha de acidentes zero. Por mais que as autoridades façam a sua parte, alertando a comunidade com chamadas educativas e preventivas, os acidentes só irão acabar se, dentro de cada um, ascender à chama de alerta. Vamos sair de casa com o intuito de zerar as estatísticas, de fazer valer o bom senso. Drogas e direção não combinam. Elas, aliás, só combinam com burrice e poucos momentos de euforia, dos quais após seu efeito, aparece a depressão e a angústia. Lugar de irresponsáveis no trânsito não é na rua, é no curral. A vida é tão bela para ser desperdiçada com algumas baforadas, cheiradas ou atitudes irresponsáveis.