
O Dia Mundial de Combate às Drogas foi divulgado na semana passada. Mas campanhas como a Crack, nem Pensar, do Grupo RBS, são temas sempre atuais e devem ser lembrados diuturnamente. Afinal de contas, e infelizmente, as drogas estão infiltradas em todos os lugares da sociedade e todo o cuidado é pouco. Muito pouco por sinal.
O Grupo RBS vem levantando a bandeira por meio do mote “Crack, nem Pensar” já há dois anos, e desta vez foram distribuídos folderes e pulseiras para sensibilizar a população e “evitar que mais pessoas experimentem a droga”. A empresa está apoiando 20 entidades no estado catarinense e gaúcho em projetos sociais, e aqui na Manchester Catarinense entidades ligadas a Associação Joinvilense de Obras Sociais (AJOS) serão as beneficiadas.
Mesclando com a Copa do Mundo, dá até para referenciar o craque argentino Maradona, que há alguns anos esteve na mídia por causa do uso de cocaína. Ao que parece, conseguiu dar a volta por cima. Assim esperamos, pois personalidades como o futebolista arrastam multidões, não só no lado positivo, como jogador e ídolo, como no negativo, ao experimentar a droga.
Quem de nós já não foi tentado a cair na malha do vício. Lembro-me que, ainda no Ensino Médio, um dos “colegas” de classe me convidou para dar umas tragadas num baseado. Era no intervalo das aulas e minha resposta obviamente foi negativa. Em questão de segundos o vi caminhando até desaparecer e se esconder atrás do prédio da escola. Graças a Deus, e ao meu livre arbítrio, resisti à prova até hoje. Sou virgem com muito orgulho. Meus neurônios não sabem o que é “viajar na maionese” e “escorregar no catchup”. Entretanto, eles sabem, e muito bem, convencer os indecisos. Eles, os traficantes, estão à espreita para pegar alguém que seja fraco e tenha vergonha de dizer não, com medo de ser considerado careta.
Já vi depoimentos chocantes de mães que perderam seus filhos para os “bad boys”. Num deles, uma mãe aos prantos dizia: “O traficante levou meu filho. Eu o amei, lavei, troquei as fraldas, passei talco e agora ele está morto”. A vida com as drogas vira um pesadelo. Basta um descuido e tudo vai por água abaixo. Uma vida é sacrificada e junto com ela a família sofre, a sociedade sangra. No início eles prometem “mundos e fundos”, mil fantasias. Uma vez dentro, a saída é penosa. Saída esta, que, aliás, para muitos não há.
Vamos fazer uma frente contra este câncer que está cerceando muitas células da nossa sociedade: as famílias. Vamos apoiar campanhas como esta as quais têm por objetivo o combate às substâncias alucinógenas. Vamos fazer do “Dia” Mundial de Combate às Drogas uma “Vida” de luta e vigilância às drogas. Portanto, Crack, nem Pensar. Eu, também “tô” nessa.