
Parece um contrassenso, mas é verdade. O amor e o ódio são amigos - e íntimos. Talvez até mais do que isso; são irmãos gêmeos. Nasceram do mesmo Pai, do mesmo parto, no mesmo momento. São univitelinos.
Quem já não viveu um grande amor? Quem já não morreu de amor ou por amor? Quem já não sentiu ódio, mesmo que fosse por amor?
Provas de amor temos às pencas. Por amor se mata, por amor se morre. Abraão demonstrando seu amor ao Criador, levou seu filho Isaque para que fosse por ele sacrificado. Graças a um anjo, em tempo, não lhe proferiu o cutelo. Esta seria sua prova de amor. A maior estória de amor, pelo menos considerada pela literatura, escrita pelo inglês William Shakespeare, Romeu e Julieta, teve um final trágico e conhecido: Romeu se suicida ao ver Julieta supostamente morta.
Provas de ódio também temos às pencas. Adolf Hitler, por exemplo, odiava a todos que não pertencessem à raça ariana. Através do Holocausto, ele definia o destino das pessoas que não simpatizavam ao regime nazista, dando-lhes um fim que não vale a pena citar, por ódio é claro. Então, vejam só, também odiamos.
Seria então o ódio a falta do amor? Ou o amor a falta do ódio?
Mas, o que é amor? E, o que é ódio? Qual o seu conceito? Pare para pensar. Várias histórias de amor acabaram em lágrimas; não de alegria, mas de tristeza. Pais matam por amor e filhos também. Já se ouviu de uma mãe que abreviou a vida do seu filho, para que ele acabasse de sofrer devido ao uso dos entorpecentes. Entre tantos casos de amor e ódio, dois logo vem à tona: o da menina Isabella Nardoni e o da família Richthofen. Qual dos dois causa mais ódio? (Responda rápido para você mesmo). O da menina jogada janela afora, ou a do casal que foi desferido, com pauladas durante o sono, com a conivência da filha Suzane. Lembraram que foi pelas mãos do seu grande amor. Quem respondeu o segundo, ou mesmo o primeiro, sem se dar conta, caiu na armadilha do ódio; afinal de contas, somos seres humanos. Amamos e odiamos com a mesma veemência, e nem nos damos conta. É o amor e o ódio andando de mãos dadas!
Outro caso de amor que está vindo à tona é o do ex-jogador de futebol Adriano, do Flamengo. Vejam só: ele comprou uma pequena lembrança noiva, para demonstrar seu amor – uma BMW X5, “zerinho”. Entretanto, pediu-lhe, como prova de amor, que ela não desfilasse na Sapucaí. E ela, acreditem, como prova de amor, aceitou o desafio de ficar em casa e não mostrar suas curvas. Quanto amor! Ele só não teve condições de pensar no futuro (não muito distante), da sua amada desfilando com seu belo mimo, pelas ruas da cidade maravilhosa, desviando olhares e provocando verdadeiro alvoroço. O caso já tomou proporções tão grandes que está até afetando sua performance como profissional. O “imperador” confessou que está deprimido e bebendo. O jogador aceitou até frequentar seções com psicanalistas.
Mas, enfim, o que é o amor? O que é o ódio? Difícil né?. Como se vê, o amor está para o ódio, assim como o ódio está para o amor. Afinal de contas, amamos o que nos é “mais importante” e, antagonicamente, odiamos o que nos é “menos importante”. Para muitos amar é fácil: é receber uma resposta positiva ao que se quer ouvir. É esperar que os outros nos façam o que pedimos e queremos. É querer deixar que o outro haja e encarne a nossa vontade. Ao mesmo tempo, o ódio muitas vezes é não receber a resposta que queríamos. É ver que os outros fazem exatamente aquilo que não pedimos. É ver que os outros não encarnam a nossa vontade. Tudo porque somos humanos; ainda. Pelo menos nesta vida!
“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. É possível mesmo amar o pai e a madrasta da menina Isabella? E a Suzane Richthofen? E o Pai do Nazismo? E tantos outros aqui não citados que passam com certeza pela nossa cabeça. Porém, com certeza, Romeu e Julieta jamais serão odiados. Sabem por que? É que ainda somos humanos. Graças a Deus.
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