
Onde quer que estejamos, aqui, lá, ou acolá, sempre estaremos na presença delas. Não importa que sejam gordas ou magras, altas ou baixas, loiras ou morenas. Sempre teremos o privilégio de com elas estarmos. Elas são nossas musas inspiradoras. Aquelas que, sem medo de errar, são nosso norte, sul, leste e oeste. Elas dão rumo à humanidade.
Pode-se imaginar o mundo sem elas? Claro que não. Seria um tédio, um verdadeiro caos. Jamais sairíamos do lugar, pois andaríamos em círculos, como num movimento de vai e vem, como que, perdidos no espaço, no vazio do universo.
Ah, essas mulheres. Não importa se bonitas ou não tão; se novas ou há mais tempo adolescentes; calmas ou inquietas. Sua origem ainda não foi comprovada. Os criacionistas dizem que foram feitas a partir da costela do primeiro homem - Adão. Os evolucionistas, como o seu precursor Charles Darwin, dizem que evoluíram do primata. Não importa a sua origem. Elas estão aqui e devemos reverenciá-las, amá-las e guardá-las no fundo dos nossos corações.
Cantadas em prosa e verso, por escritores, poetas, cantores, elas inspiram nossa vida. Martinho da Vila disse: “Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades de muitos amores”. Não tive tantas quanto o poeta, porém todas marcantes. Erasmo Carlos afirma que é “forte, mas não chego aos seus pés” e o Roberto, seu irmão camarada, diz ser um “amante a moda antiga”. Aqui me identifico. Me enquadro mais ao estilo do “rei do iê, iê, iê”: “Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores e ainda chamo de querida a namorada”, minha linda e eterna esposa.
De onde vem tanta força? Nos momentos mais difíceis elas sempre estão presentes nos acariciando, dando força, incentivando, ou mesmo confortando. De onde vem tanta inspiração e tanta alegria? É nelas que tiramos alento para nossas dificuldades. É no repouso dos seus braços que nos confortamos e revigoramos nosso entusiasmo. Elas são munição para o nosso dia a dia.
Meninas, vocês são perfeitas por natureza. Mesmo que lhes digam que as gordurinhas chegaram, que os pés de galinhas estão aparecendo, vocês são perfeitas. Celulite pra mim é charme. Quem não as tem? Aliás, quem não as tiver, que atire a primeira pedra. Que os machões de plantão não se enganem com aqueles outdoors, ou àquelas páginas de revistas, mostrando curvas e partes avantajadas: é puro photoshop, pura ilusão de ótica. Tudo obra da informática. Chegam até a tirar a beleza natural, parecendo bonecas de porcelana. É tudo criação para esconder imperfeições; imperfeições, que aliás, fazem parte da natureza humana. Portanto, meninas, não se envergonhem. Sejam bonitas como vocês já são. Tenham vergonha daqueles que exigem a perfeição feminina. Estes, sim, são os imperfeitos, os que não assumem sua própria identidade e não conseguem apreciá-las como são. Vinícius de Moraes estava errado quando afirmou: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Sou partidário do filósofo Sêneca, aquele do início da era Cristã, que diz: “Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas”. A verdadeira mulher só é completa se vista por fora e por dentro, no âmago da alma, com todo o seu eu.
Então, meninos, vamos viver para amá-las e amar para vivê-las. Vamos aproveitar esta quarta-feira, nossa quarta-feira, para saudá-las com abraços, com beijos e flores, agradecendo desta forma toda nossa gratidão e carinho. Ah, essas mulheres!
Nenhum comentário:
Postar um comentário