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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Qual é o preço da infelicidade?


O noticiário esportivo da semana passada se misturou ao dos escândalos conjugais. Câmeras e holofotes mirados para o maior jogador de golfe de todos os tempos, o americano Tiger Woods e sua ex-esposa, a modelo sueca Elin Nordegreen, filha da uma ex-ministra e de um rádio-jornalista no seu país. Ele chegou a fazer um pronunciamento público, pedindo desculpas aos seus amigos e fãs pelo affair com uma mulher fora do seu casamento.
Woods, só para nós brasileiros entendermos, pode ser considerado o “Pelé do golfe", em termos de habilidade e talento no seu esporte. Suas marcas são incríveis: venceu mais títulos do que qualquer outro golfista no mundo. É o desportista que sustenta o recorde de “número 1” por aproximadamente 10 anos. E pasmem, foi o primeiro atleta no mundo que atingiu a marca de US 1 bi, isso mesmo, um bilhão, proveniente de prêmios, patrocínios, publicidade etc. Tudo na sua vida sempre foi grande, inclusive o último escândalo.
No seu discurso-depoimento ele confessou que os danos causados foram todos culpa sua, por seu “repetido comportamento irresponsável. O que eu fiz não é aceitável e sou o único culpado. Nunca pensei nas pessoas que estava magoando, somente em mim. Achei que tinha o direito de curtir as tentações da vida. Estava errado”. Disse também que “o que importa na vida não é o que alguém alcança, mas como você supera os desafios. Pais de família costumavam me apontar como modelo para seus filhos. Devo um pedido de desculpas”. Ele termina seu pronunciamento dizendo: “Peço-lhes ajuda. Peço que encontre um lugar nos seus corações para um dia confiar em mim novamente”.
A gota d’água partiu de uma mensagem de voz enviada por ele à “sua amiga”, uma garçonete de vinte e quatro anos chamada Grubbs: “Preciso que você me faça um grande favor. Você pode apagar meu nome do seu telefone? Minha esposa pegou meu telefone e talvez ligue para você. Então, por favor, apague meu nome. Faça isso, rapidamente. Você tem que fazer isso por mim”. Além dessa, “sua amiga” coleciona mais de trezentas; e muitas delas são bem picantes.
Mas afinal, porque traímos? ou melhor, deixe-me consertar a pergunta: porque alguém trai? Qual o incentivo para tal? Quanto custa à infidelidade? Vale à pena correr o risco?
Para muitos, o casamento é um mar de rosas. Para outros, nem tanto assim. Existem seus altos e baixos, como em tudo na nossa vida. É muito bate-papo, um cede de um lado, o outro do outro e assim vai se levando. Entretanto, a infidelidade para alguns, faz parte da própria natureza. Uns traem por vingança, outros por curiosidade. Uns só para “provar um mel diferente”. Outros (ou outras – não sejamos preconceituosos) porque estão longe de casa e acham que não vai dar nada. Pensam que uma só vez, não fará mal. Para uns a carne é fraca. Outros, entretanto, seguram sem maiores problemas.
Quanto ao seu preço? Materialmente falando, depende do bolso. Para nós, simples mortais, a divisão é rápida e simples: uma casa, um carro. Repartem-se os móveis e alguns etcs. e está tudo resolvido. Porém, para as estrelas, a conta é bem maior. Para o jogador americano, que incentivou este debate, os cifrões ultrapassam a casa das vírgulas e dos “zeros”. Apesar de tudo, ele ainda continuará milhonário. Entretanto, tem uma coisa que não tem preço: a desunião da família. Normalmente a infidelidade não pensa nas consequências e os filhos é que pagam a conta. É o capital emocional que não tem preço. Muitas vezes, por ironia do destino, eles até nasceram da própria infidelidade e são os menos culpados; são vítimas.
E, finalmente: o risco paga o prazer? Cada cabeça tem sua própria sentença. Muita infidelidade já praticada ou a ser praticada, ficará enterrada na mente de quem dela fez uso. Ela sempre existiu e não deixará de existir. Para muitos foi um prazer do momento, e foi embora. Mas para os conscientes, deve ser difícil de olhar nos olhos do outro e continuar como se nada tivesse acontecido.

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