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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crack, nem pensar. Tô nessa


O Dia Mundial de Combate às Drogas foi divulgado na semana passada. Mas campanhas como a Crack, nem Pensar, do Grupo RBS, são temas sempre atuais e devem ser lembrados diuturnamente. Afinal de contas, e infelizmente, as drogas estão infiltradas em todos os lugares da sociedade e todo o cuidado é pouco. Muito pouco por sinal.
O Grupo RBS vem levantando a bandeira por meio do mote “Crack, nem Pensar” já há dois anos, e desta vez foram distribuídos folderes e pulseiras para sensibilizar a população e “evitar que mais pessoas experimentem a droga”. A empresa está apoiando 20 entidades no estado catarinense e gaúcho em projetos sociais, e aqui na Manchester Catarinense entidades ligadas a Associação Joinvilense de Obras Sociais (AJOS) serão as beneficiadas.
Mesclando com a Copa do Mundo, dá até para referenciar o craque argentino Maradona, que há alguns anos esteve na mídia por causa do uso de cocaína. Ao que parece, conseguiu dar a volta por cima. Assim esperamos, pois personalidades como o futebolista arrastam multidões, não só no lado positivo, como jogador e ídolo, como no negativo, ao experimentar a droga.
Quem de nós já não foi tentado a cair na malha do vício. Lembro-me que, ainda no Ensino Médio, um dos “colegas” de classe me convidou para dar umas tragadas num baseado. Era no intervalo das aulas e minha resposta obviamente foi negativa. Em questão de segundos o vi caminhando até desaparecer e se esconder atrás do prédio da escola. Graças a Deus, e ao meu livre arbítrio, resisti à prova até hoje. Sou virgem com muito orgulho. Meus neurônios não sabem o que é “viajar na maionese” e “escorregar no catchup”. Entretanto, eles sabem, e muito bem, convencer os indecisos. Eles, os traficantes, estão à espreita para pegar alguém que seja fraco e tenha vergonha de dizer não, com medo de ser considerado careta.
Já vi depoimentos chocantes de mães que perderam seus filhos para os “bad boys”. Num deles, uma mãe aos prantos dizia: “O traficante levou meu filho. Eu o amei, lavei, troquei as fraldas, passei talco e agora ele está morto”. A vida com as drogas vira um pesadelo. Basta um descuido e tudo vai por água abaixo. Uma vida é sacrificada e junto com ela a família sofre, a sociedade sangra. No início eles prometem “mundos e fundos”, mil fantasias. Uma vez dentro, a saída é penosa. Saída esta, que, aliás, para muitos não há.
Vamos fazer uma frente contra este câncer que está cerceando muitas células da nossa sociedade: as famílias. Vamos apoiar campanhas como esta as quais têm por objetivo o combate às substâncias alucinógenas. Vamos fazer do “Dia” Mundial de Combate às Drogas uma “Vida” de luta e vigilância às drogas. Portanto, Crack, nem Pensar. Eu, também “tô” nessa.

A justiça de Deus e a dos homens




Na sexta-feira, 16 de junho de 2010, apesar de não ter sido uma treze, muito menos do mês de agosto, foi como se fosse, para o americano Ronnie Lee Gardner, 49. Condenado à pena de morte, ele foi executado como nos tempos do faroeste - num paredão. Cinco atiradores de elite, voluntários, foram os responsáveis pelo abreviamento da vida daquele homem, num alvo de aproximadamente 5 centímetros, com um círculo no meio, colocado no lado esquerdo do seu peito.
Antes dos disparos o guarda da prisão anuncia ao microfone que o condenado tinha direito há dois minutos para suas palavras finais. Após a pergunta o prisioneiro simplesmente diz: “I do not, no.” - que em português claro significa, “Não tenho nada a dizer”, balançando levemente sua cabeça, conforme descreveu um dos jornalistas autorizados a participar da execução. Após suas últimas palavras, foi colocado um capuz preto à sua cabeça. Este fato se deu na cidade de Salt Lake City, no estado de Utah, nos Estados Unidos.
O recluso foi condenado, após ter assassinado um bartender com um tiro na face, há mais de vinte e cinco anos. “Estou feliz porque ele está livre agora. Somente triste pela forma como se deu”, declarou seu irmão.
Confesso que não imaginava que num país como o do tio Sam, pelo menos em alguns estados (já que cada um possui suas próprias leis), ainda se usasse a prática deste tipo de pena pela justiça. Então: se é errado matar (e é claro que o é), o que fazer com os que o sacrificaram? O que fazer com aqueles atiradores, que voluntariamente se dedicaram, de corpo e alma, para executar sua tarefa da melhor forma possível? Que justiça é esta, que mata para punir? Que mata quem matou?
Esta, é a justiça dos homens; não a de Deus. Por que se assim fosse, Ele seria um pai vingativo com seus filhos. A do homem nós conhecemos. Para a Richthofen, por ter assassinado seus pais, a justiça - dos homens - a condenou a 39 anos de reclusão. Será que quatro décadas é o preço a pagar por duas vidas? E a de Deus? O que será que acontecerá quando ela se apresentar, tête-à-tête, com Ele?
Será que a corte não é tão assassina quanto o executado? Fico imaginando os atiradores chegando em casa, sendo abraçados por suas esposas e indagados por seus pequenos: “papai, você teve um bom dia de trabalho?”. Ou então: “papai, vamos brincar de bangue-bangue?
Punição deve haver sim. Mas para servir como reflexão pessoal e como exemplo para a sociedade. Na pior das hipóteses, tranca-se o homicida, ou qualquer outro que cause mal à sociedade, e atira-se a chave no mais fundo dos oceanos. Esta, por sinal, continua sendo a opinião de um homem; não a do Supremo.

Sentimento verde-amarelo


Como diz o velho, porém sempre atual refrão: “Todos juntos vamos, pra frente Brasil, salve a seleção”. Mais uma vez o sentimento verde-amarelo bate à porta do povo brasileiro. Parece que estamos “todos ligados na mesma emoção, tudo num só coração”. São quase duzentos milhões de corações conectados por uma causa nobre: a conquista de mais um título mundial de futebol, para esta criança de apenas quinhentos anos, sedenta de heróis. É a única nação onde o número de técnicos de futebol se equipara ao da população.
Empolgação de norte a sul do país. No nordeste as festa juninas estão enfeitadas com as cores da seleção. São chapéus, calças remendadas com panos que lembram o mais lindo de todos os pavilhões. Aqui na city até as cocadas, nas prateleiras dos super-mercados, entraram em ritmo de seleção.
A capa da edição de segunda-feira do jornal “A Notícia” apresentava uma criança recebendo as gotinhas contra a Poliomielite, das mãos de uma agente de saúde. Ambas em ritmo de Copa do Mundo: a adulta com suas unhas pintadas em verde-amarelo e a criança com as cores do canarinho.
Carros desfilam pelas ruas ostentando suas bandeiras. Escolas desenvolvem textos e debates em torno do evento. Multidões se aglomeram à frente das telas nos bares, restaurantes, nas ruas e nas calçadas. “De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão”. O povo brasileiro se une numa espécie de êxtase coletivo, imaginando que, da sua garganta, em alto e bom tom, possa mais uma vez gritar: “Brasilllllllll, é campeão; é campeão”.
Por que será que somente em tempos de Copa do Mundo, os corações ficam mais verde-amarelo? Talvez esteja aí, a oportunidade de fazer desta nação a mais poderosa do mundo, que já é a mais querida, não só por nós brasileiros, mas por todos os que por aqui passam. Vamos aproveitar para fazer deste evento, o marco de um novo Brasil, onde as crianças possam gritar de alegria e entusiasmo; onde não sejamos somente campeões por meio das chuteiras; onde haja comida e emprego para todos; onde haja educação de qualidade, saúde e saneamento básico.
“Salve a seleção”. Que o sangue vermelho que corre em nas nossas veias, possa se transformar em verde-amarelo; e que do suor das nossas têmporas, possam brotar estrelas que iluminem esta nação, com muita Ordem e Progresso. Que esta chuteira dê o ponta-pé inicial de uma nova esperança, agora e sempre, independentemente do resultado da grande final, lá no domingo de 11 de julho. Que este sentimento verde-amarelo, de amor a pátria continue, pois “Somos milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”.

Amamentar: um ato de amor


Sabe aquela cena que a gente vê e não esquece? Aquela que marca para o resto do dia? Da semana? Do mês? Talvez do ano? Comigo foi assim. Jamais esquecerei. Na verdade foi uma cena comum, tanto que é vista na televisão, nas páginas dos jornais e revistas, nos hospitais, porém a forma que se deu é que me marcou.
Eu estava dirigindo para mais um dia de aula, quando de repente, algo chamou minha atenção. Diminui a velocidade e atentamente observei. Uma mãe, que pela distância aparentava ser de meia idade, desceu da bicicleta, encostou-a contra o muro e sentou-se confortavelmente no chão, pernas cruzadas e costas inclinadas para trás. Aconchegou seu bebê nos braços, como em forma de berço e na sequência, também acomodou sua cabecinha ao lado esquerdo, enquanto sua mão direita foi em direção à sua cintura, até encontrar sua barriga. Deslizou suavemente sua mão espalmada, como num movimento ascendente até encontrar seu seio. Deslocou seu sutiã, descobrindo-o, e levou até a boca da criança, e ali ficaram, num fitar de olhos penetrante, com amor e cumplicidade.
Comecei a me perguntar: qual a sensação de amamentar seu próprio filho? Qual o sentimento que passa pela cabeça de uma mãe, naquele exato momento que está se doando de corpo e alma?
Lembro de minha esposa, quando amamentava nossa filha, comentando que ao dar o seio, sentia seu útero “se contraindo, se repuxando, voltando para o lugar”, como um dos efeitos daquele ato de amor, efeito cicatrizante do parto, como um bálsamo, como um antídoto para o seu próprio corpo, além da sensação de bem estar e dever cumprido. Tentei imaginar como seria esta sensação, esta experiência única de um ser humano. Claro que jamais poderei sentir, pelo menos não nesta vida.
Dei uma de pesquisador e fui a campo. Na instituição onde trabalho, comecei a perguntar às minha alunas o que era amamentar e as respostas foram as seguintes: “é se doar, professor”; ”é dedicação, é comprometimento”. As declarações foram tão particulares e espontâneas, que uma delas escreveu: “amamentar é a maior expressão de amor que pode existir entre a mãe e seu filho. Quando o bebê procura você para se alimentar, você se sente a pessoa mais importante do mundo e percebe como Deus faz as coisas tão perfeitas, que até fornece o alimento para o ser humano que está chegando ao mundo agora. É simplesmente inexplicável, pois existe uma troca de cumplicidade, de amor e afeto! É o que eu senti amamentando minha filhinha”. A outra deu uma declaração surpreendente: “É a sensação mais gostosa que existe. Porém, quando se para de amamentar, é como se cortasse o cordão umbilical; é uma dor muito grande”.
Nós homens jamais saberemos o verdadeiro prazer que existe neste ato de doação e amor. Cabe a nós incentivar as mulheres a amamentar sua prole. O leite é o melhor alimento, pois além de proteger de doenças, também auxilia na imunidade do bebê. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a amamentação deve se dar “exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e continuar amamentando até o primeiro ano”. E, ainda, segundo a UNICEF: “se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a mamar até os dois anos de idade, quase um 1,3 milhão de crianças poderiam ser salvas, todos os anos, e outros milhares de meninos e meninas cresceriam muito mais saudáveis em todo o mundo”. Pois é, lembram-se daquela mãezinha que desceu da bicicleta, no início destas palavras: ela já está fazendo a sua parte. Parabéns!

Ah, essas mulheres


Onde quer que estejamos, aqui, lá, ou acolá, sempre estaremos na presença delas. Não importa que sejam gordas ou magras, altas ou baixas, loiras ou morenas. Sempre teremos o privilégio de com elas estarmos. Elas são nossas musas inspiradoras. Aquelas que, sem medo de errar, são nosso norte, sul, leste e oeste. Elas dão rumo à humanidade.
Pode-se imaginar o mundo sem elas? Claro que não. Seria um tédio, um verdadeiro caos. Jamais sairíamos do lugar, pois andaríamos em círculos, como num movimento de vai e vem, como que, perdidos no espaço, no vazio do universo.
Ah, essas mulheres. Não importa se bonitas ou não tão; se novas ou há mais tempo adolescentes; calmas ou inquietas. Sua origem ainda não foi comprovada. Os criacionistas dizem que foram feitas a partir da costela do primeiro homem - Adão. Os evolucionistas, como o seu precursor Charles Darwin, dizem que evoluíram do primata. Não importa a sua origem. Elas estão aqui e devemos reverenciá-las, amá-las e guardá-las no fundo dos nossos corações.
Cantadas em prosa e verso, por escritores, poetas, cantores, elas inspiram nossa vida. Martinho da Vila disse: “Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades de muitos amores”. Não tive tantas quanto o poeta, porém todas marcantes. Erasmo Carlos afirma que é “forte, mas não chego aos seus pés” e o Roberto, seu irmão camarada, diz ser um “amante a moda antiga”. Aqui me identifico. Me enquadro mais ao estilo do “rei do iê, iê, iê”: “Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores e ainda chamo de querida a namorada”, minha linda e eterna esposa.
De onde vem tanta força? Nos momentos mais difíceis elas sempre estão presentes nos acariciando, dando força, incentivando, ou mesmo confortando. De onde vem tanta inspiração e tanta alegria? É nelas que tiramos alento para nossas dificuldades. É no repouso dos seus braços que nos confortamos e revigoramos nosso entusiasmo. Elas são munição para o nosso dia a dia.
Meninas, vocês são perfeitas por natureza. Mesmo que lhes digam que as gordurinhas chegaram, que os pés de galinhas estão aparecendo, vocês são perfeitas. Celulite pra mim é charme. Quem não as tem? Aliás, quem não as tiver, que atire a primeira pedra. Que os machões de plantão não se enganem com aqueles outdoors, ou àquelas páginas de revistas, mostrando curvas e partes avantajadas: é puro photoshop, pura ilusão de ótica. Tudo obra da informática. Chegam até a tirar a beleza natural, parecendo bonecas de porcelana. É tudo criação para esconder imperfeições; imperfeições, que aliás, fazem parte da natureza humana. Portanto, meninas, não se envergonhem. Sejam bonitas como vocês já são. Tenham vergonha daqueles que exigem a perfeição feminina. Estes, sim, são os imperfeitos, os que não assumem sua própria identidade e não conseguem apreciá-las como são. Vinícius de Moraes estava errado quando afirmou: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Sou partidário do filósofo Sêneca, aquele do início da era Cristã, que diz: “Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas”. A verdadeira mulher só é completa se vista por fora e por dentro, no âmago da alma, com todo o seu eu.
Então, meninos, vamos viver para amá-las e amar para vivê-las. Vamos aproveitar esta quarta-feira, nossa quarta-feira, para saudá-las com abraços, com beijos e flores, agradecendo desta forma toda nossa gratidão e carinho. Ah, essas mulheres!

A Massoterapia: opção para o bem estar


Hoje em dia vivemos num mundo onde às vezes esquecemos de nós. No trabalho, as exigências são cada vez maiores. Nas escolas temos que saber mais e mais para nos preparar para o futuro (dizem nossos mestres). A correria é tanta, neste início de terceiro milênio, que esquecemos do nosso bem maior: nossa saúde.
Estar de bem conosco é condição mínima para que possamos desempenhar bem nossas atividades. Muitos, para conseguir equilibrar suas despesas, dividem-se em dois literalmente - possuem dois trabalhos. Outros, mesmo com um, o levam para casa para poder cumprir suas obrigações. O resultado, desta correria frenética, chega de mansinho: o estresse. Uns dizem que ele é maléfico, outros, pelo contrário, que é benéfico, nos indicando que algo não está correndo bem, servindo desta forma como alerta.
A procura para amenizar as dores do corpo e da mente, provenientes do estresse causado pelo ritmo incessante de vida, passa por diversos sítios. Dentre vários, surge um profissional que começa a se despontar no mercado de trabalho: o Massoterapeuta. E como ontem, 25 de maio, comemorou-se o seu dia, achei conveniente fazer alusão à esta profissão, mesmo porque vários profissionais já foram aqui saudados, dentre eles, os Administradores, os Dentistas, os Médicos e como não poderia deixar de ser, os Professores.
Mas quem são os Massoterapeutas? Quais suas possíveis áreas de atuação?
Muitos ainda o confundem com o “velho e conhecido” Massagista. Hoje em dia, existe uma distinção. O termo Massoterapia é diferenciado da Massagem porque o segundo começou a ter um cunho erótico, com as famosas casas de massagem, ao passo que o primeiro caminha no viés profissional terapêutico. Existem dados desde 2500 a.C., na China, onde a prática da profissão já era desenvolvida. O termo “masso” vem do grego e significa “amassar”. E não é para menos: quem de nós, ao sofrer alguma queda, batida, ao sentir alguma dor, não leva a mão e “amassa” o local de forma instintiva? Aquela dorzinha nas costas que não nos deixa em paz, ou o famoso nervo ciático, ou o pé inchado das gestantes e tantos outros problemas, podem ser aliviados através de um simples toque. Obviamente que tudo deve partir da autorização e orientação de um médico especialista.
Os Massoterapeutas têm o dom de tirar nossas dores com as mãos. Suas técnicas deveriam ser aplicadas uma vez por semana, ou pelo menos a cada 15 dias. Aliás, muitas empresas já a adotam, diminuindo o nível de estresse do dia, desonerando seus cofres, garantindo desta forma o bem estar dos seus colaboradores.
A profissão está tomando mais importância na sociedade, tanto que o ex-governador, Luiz Henrique da Silveira, sancionou a Lei 14.074, em julho de 2007, reconhecendo o dia no calendário oficial do Estado.
Os locais de trabalho são tantos que vamos nos ater somente a alguns: clínicas de estética, hospitais, terapias alternativas, centros esportivos, instituições de reabilitação. A função deste profissional nos hospitais contribui, por exemplo, após um ato cirúrgico, com a drenagem linfática. Como terapia alternativa existem várias formas, especialmente as orientais que estão chamando atenção da população, por sua aplicação milenar e eficácia. Enfim, o campo é bem diversificado, margeando desde a reabilitação até o bem estar da população.
A partir de agora e quando o estresse der sinal, pense bem antes de se automedicar. A solução pode estar a alguns toques. Massoterapeutas, parabéns pelo seu dia. Nosso Estado oficialmente os saúdam.

Responsabilidade no trânsito


Vem dia e vai dia e os acidentes no trânsito continuam aumentando a passos largos. As manchetes de jornais e revistas impressas, os tele-jornais, estão recheadas de acidentes causados, na sua maioria, por motoristas inconsequentes que só pensam no seu próprio nariz. Não é raro vermos, por exemplo, motoqueiros cruzando calçadas, pilotando por sobre o passeio, manobrando na contra-mão, furando sinal, com o intuito de cortar caminho e encurtar distâncias. E não são somente os das duas rodas, não: táxis, vans, ônibus e caminhões, tentam aproveitar à “Lei de Gérson”, a de “levar vantagem em tudo”, e desta forma ganhar tempo.
Na maioria das vezes, onde há imprudência, algum dano físico ou material é o resultado. Os acidentados nos Prontos Socorros aumentam, parecendo até que na mesma proporção do incremento das vendas de veículos no Brasil. São mais carros, motos etc., num mundo cada vez mais estressado, onde as pessoas não se dão por conta que, como o velho chavão afirma, “mais vale perder um minuto na vida, do que a vida em um minuto”. Às vezes, só dez segundos já faz uma grande diferença. Um simples dilema pode ajudar: “quando você estiver com pressa, saia um pouco mais cedo”. Desta forma não há necessidade de rasgar o asfalto como um piloto de Fórmula 1.
Além da imprudência, a responsabilidade anda a solta nas ruas da city. Na semana passada, em plena manhã vi um motoqueiro estacionado na calçada. Inicialmente pensei que estivesse falando ao telefone, porém para minha surpresa, percebi que estava se drogando. Olhei pelo retrovisor e confirmei.
É claro que não se pode generalizar. Nem todos os motoqueiros usam droga. Nem todos são tão irresponsáveis como o que vi. Tenho certeza que aquele era a exceção da regra. Só mesmo um irresponsável (um sem consciência) para manejar um veículo automotor, depois de usar droga. Verdadeiro inconsequente.
Comecei então a fazer um exercício mental sobre a possibilidade dele sofrer um acidente, ou provocar um. Sim, porque a droga provoca desde a sensação de bem estar, de relaxamento a taquicardia. Há também uma forte vontade de rir, porém antagonicamente A este sentimento, advém a angústia, o desespero e a sensação de pânico. A noção de perda de tempo e espaço também faz parte do pacote, somada à letargia (a perda da sensibilidade e dos movimentos). Com todas estas alterações, ou somente uma delas, já é suficiente para que um acontecimento fortuito ocorra. Um simples vacilo e nosso protagonista pode ir ao chão. As consequências são sabidas. Entretanto, o pior ainda pode acontecer: uma pessoa qualquer poder ser alvo da sua arma – a moto. Um idoso, uma criança, ou mesmo um de nós. No caso de uma tragédia fatal, o envolvido pode se incomodar para o resto da sua vida, simplesmente pela irresponsabilidade de um inconsequente, sem falar no sofrimento que irá perdurar na família da vítima.
Está na hora de fazermos nossa campanha de acidentes zero. Por mais que as autoridades façam a sua parte, alertando a comunidade com chamadas educativas e preventivas, os acidentes só irão acabar se, dentro de cada um, ascender à chama de alerta. Vamos sair de casa com o intuito de zerar as estatísticas, de fazer valer o bom senso. Drogas e direção não combinam. Elas, aliás, só combinam com burrice e poucos momentos de euforia, dos quais após seu efeito, aparece a depressão e a angústia. Lugar de irresponsáveis no trânsito não é na rua, é no curral. A vida é tão bela para ser desperdiçada com algumas baforadas, cheiradas ou atitudes irresponsáveis.

O atendimento ao consumidor


Às vezes achamos que certas coisas só acontecem com a gente, porém quando as compartilhamos, percebemos que não somos os únicos. Ledo engano.
Como diz um dos meus alunos em muitos dos seus e-mails: “vou contar o milagre, mas não o santo”; então, lhes contarei quatro milagres, aos quais chamarei: A, B, C e D, mas também não vou lhes contar os santos.
Fiz uma compra num determinado estabelecimento comercial e tive que retornar, pois o produto não possuía os requisitos necessários e, portanto, não passaria na vistoria. Falei com o vendedor e ele disse que não poderia devolver o dinheiro, só o crédito. Ao aceitar a condição, um outro funcionário traz do depósito a exata mercadoria que eu precisava. Com as duas nas mãos perguntei qual a diferença de preço. Ele me disse que elas tinham o mesmo preço. Questionei o valor, pois a primeira era quase o dobro do tamanho da segunda e, portanto, seu valor deveria ser menor. O vendedor continuou dizendo que o preço era o mesmo. Por fim, decidi aceitar o crédito e usá-lo posteriormente. Porém, completei que iria comprar no concorrente, pois o preço era bem mais em conta. Para minha surpresa o comentário do vendedor foi o seguinte: “Por que o senhor não aproveita e compra em quantidade para revender”. Esta foi à loja A.
No mesmo dia, numa outra loja, retirei minha senha - a de número 49 e fiquei aguardando. Aguardei. Aguardei. E, aguardei. Para a minha surpresa, o vendedor começou a atender o 50. Então, falei ao vendedor: “Amigo, na minha matemática o 49 vem antes”. Fui então atendido. Sua primeira pergunta foi: “O senhor deseja alguma coisa?”. Pensei com meus botões: se estou na loja, com uma senha, claro que eu “preciso de alguma coisa”!. Esta foi a loja B.
Ao chegar em casa, encontrei papelão e plásticos espalhados pelo quintal. Os montadores haviam montado o armário, comprado por minha esposa, porém deixaram seus rastros. Estes, representantes da loja C.
Na mesma noite fui a outro estabelecimento comercial e, ao estacionar o carro, fui recepcionado por um atendente com um grande guarda-chuva, pois estava chovendo bastante. Este, vou chamar de estabelecimento D.
Aí então comecei a refletir sobre o atendimento recebido por nós, os consumidores. É claro que não podemos generalizar; nem todos atendem da mesma forma. Alguns melhores. Alguns, piores ainda dos que descrevi anteriormente. Lembrei-me também de outra aluna, empresária, dizendo: “existe uma carência muito grande para se encontrar profissionais capacitados no mercado. Não tem”, disse ela.
Na empresa onde trabalhei nos Estados Unidos, havia um cartaz que sempre me chamava atenção. Ele dizia assim: “Pode demorar seis meses para se conseguir um cliente. Porém, para perdê-lo bastam três segundos”. Posso lhes afirmar que foi o que aconteceu com as lojas A, B e C, citadas anteriormente. Nelas, não volto mais. Porém, no estabelecimento D voltarei sempre. Lá sou tratado com respeito; como verdadeiro cliente. Inclusive faço questão de recomendá-los e deixar gorjeta ao sair, pelo excelente atendimento prestado.
É impressionante como alguns colaboradores não percebem que representam suas empresas; que representam todos os demais colegas e diretores também. E não são somente os vendedores não. Os motoristas, ao conduzir o veículo da empresa, o pessoal da limpeza, os caixas etc. Eles não percebem que suas empresas gastam milhares e até milhões em propaganda e marketing, como uma das ABCs citadas anteriormente, na contratação de empresas de publicidade, de artistas de renome nacional, para divulgar suas marcas. Eles não percebem que suas colegas vendedoras fazem “das tripas coração” para conseguir efetuar uma venda e atingir suas metas e, como num passo de mágica, perdem seus clientes.
Portanto, da próxima vez que estiver falando em nome daqueles que depositam confiança no seu trabalho (no nosso trabalho), vamos atendê-los como verdadeiros consumidores, merecedores do devido respeito, independentemente da compra ter sido realizada ou não, pois amanhã ele poderá voltar; ou não!

Bem-vindos Amandas, Tiagos, Pedros ...


As últimas pesquisas e a consequente prospecção de censo da população mundial, indicam que a marca dos 7 bilhões de habitantes será alcançada entre outubro de 2010 ou mais tardar no subsequente. Por mais que as especulações em torno do calendário Maia afirmem que o mundo acabará em dezembro de 2012, como propõe o filme, continuaremos vivendo; continuaremos vivendo, vivendo, e vivendo muito. Aliás, tenho certeza que passaremos longe. Assistiremos a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, os Jogos Olímpicos de 2016, também em solo verde-amarelo, e todos os demais eventos que os sucederem. Comemoraremos nossos aniversários e bodas. O Brasil festejara seus 600 anos da chegada dos patrícios portugueses e Joinville comemorará seus 200 nas próximas quatro décadas. Nossos dias serão contados assim, até a eternidade.
Mesmo que a taxa de natalidade venha crescendo num ritmo menor que nas décadas anteriores, os números ainda são elevados. Hoje crescemos em torno de 1,25% ao ano. As estimativas são que por volta de 2050, ela seja de 0,5%.
Em números, como se tem conhecimento, o dragão vermelho - a China, é o mais populoso, com mais de 1 bi. Na sequência vem a Índia. A terra do tio Sam já passa dos 300 milhões e o Brasil, a maior nação da América do Sul, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, está a caminho dos 200 milhões; só São Paulo carrega 11 deles. E nós, aqui, na maior do estado de Santa Catarina, segundo dados oficiais do IBGE somos mais de 490 mil, porém estima-se que já chegamos aos 550.
Com todos estes números algumas questões emergem. Então vejamos: que tipo de mundo deixaremos aos nossos filhos? E às futuras gerações? O que estamos fazendo para deixar um planeta mais limpo, menos poluído? Mais ético? Mais Humano?
A cada criança que vem ao mundo, a esperança é sempre a mesma: deposita-se ali a possibilidade de estar nascendo um ser humano que possa fazer a diferença. Um ser humano que consiga transformar este mundo num lugar melhor, com menos injustiça. Às vezes tento fazer um exercício de previsão do futuro, imaginando que aquele pequenino ser, possa se tornar presidente da nossa Nação. Se não, um governador, um líder influente para a comunidade. Um que possa trabalhar em função e benefício do povo, para o povo, sem pensar no próprio bolso.
Às vezes imagino, naquele pequenino ser, um homem ou mulher de negócios, um gerador de empregos, de divisas para nosso país. Às vezes imagino-o como um engenheiro, um médico, quem sabe daqueles que possa descobrir à cura do câncer, da AIDS, e de tantas outras enfermidades que assolam este mundo. Às vezes imagino um ser humano que possa fazer a diferença como economista, administrador, pedagogo, professor; que possa influenciar as pessoas a desenvolver seu senso crítico e contribuir para o desenvolvimento da sua cidade, estado, país, do mundo. Às vezes, também penso que, se não chegar a ser nenhuma das profissões ou posições mencionadas, que seja um homem de bem. (Homem no sentido pleno da palavra – um ser humano).
Como se vê, o futuro passa literalmente por nossas mãos. Quando os acariciamos, quando com eles brincamos, quando os fazemos dormir. Será que deixaremos um mundo melhor para os nossos filhos, ou será que deixaremos filhos melhores para nosso mundo? A resposta também depende da nossa vontade. O que se espera é não mais ver dinheiro em meias e orações às propinas. O que se espera é menos drogas nas ruas. Que a comida seja farta e boa; não por meio da caridade dos governos, mas pelo suor. Do salário justo e merecido. O que se espera é que a educação seja de qualidade e que as drogas deixem de existir. Que seja não só aqui na Manchester, na bela e Santa Catarina, no Rio Grande. Que seja no Brasil, na Itália e no mundo.
Por todos os motivos apresentados, e outros que possam ter passado por vossas cabeças, vamos mais uma vez saudar: bem-vindos Nicolys, Eduardos, Manuelas, Anaizas. Vocês são nosso fio de esperança.

Os call centers


Quem de vocês já não recebeu uma ligação, naquele exato momento em que estava se preparando para sair de casa? Ou quando estava apurado para terminar algo e não podia parar? E quando estava cheio de pressa, e do outro lado da linha aquela famosa frase: “Por favor, gostaria de estar falando com o responsável da casa”. Pronto, você caiu na malha de um call center, estrangeirismo inglês para Central de Atendimento.
Este serviço está se profissionalizando tanto que já existe até um curso superior, autorizado pelo Ministério da Educação, chamado Tecnólogo em Gestão de Serviços em Atendimento. Seu objetivo é capacitar os profissionais ou interessados, na prestação de serviços na área de contact center. Nele, os acadêmicos se especializam em Pesquisa de Mercado, em Marketing, aprendem os conceitos de Administração, noções de Empreendedorismo, a nossa rica e linda Língua Portuguesa (tratando da questão do uso do gerundismo) entre outras disciplinas relacionadas ao ramo.
O mercado vem crescendo a passos largos, justamente pela necessidade das empresas em contratar pessoal gabaritado, tanto na teoria quanto na prática, com o objetivo de divulgar suas marcas e angariar simpatizantes, ou mais propriamente, seus consumidores. Os Serviços de Atendimentos ao Cliente, os famosos SACs, têm uma parcela importante nas organizações, pois é por meio deles que se pode aferir a satisfação dos consumidores, ou a sua falta.
Pode-se até comparar a profissão de “atendente via telefone” à dos vendedores tête-à-tête (aqueles que nos atendem pessoalmente, ao chegarmos a qualquer estabelecimento comercial), só que são virtuais - não os vemos, nem eles a nós. Muitos deles, justamente por não haver este contato físico, tornam-se insistentes, muito insistentes, demasiadamente insistentes, tornando-se inconvenientes, inoportunos, inadequados, impróprios, chatos, tão chatos que muitas vezes, o feitiço vira contra o feiticeiro, ou seja, deixamos de comprar determinado serviço ou mercadoria, por uma insistência exacerbada.
O mercado está tão competitivo, tão ansioso por marcas e recordes nas vendas, que os profissionais das centrais de atendimento sofrem tanta pressão por resultados, que acabam perturbando nossa paciência. O que fazer diante da pressão do outro lado da linha? Devemos ser educados, ou pagar com a mesma moeda? Certamente que a educação deve preponderar, mesmo porque do outro lado da linha existe um profissional executando seu trabalho.
Sempre que recebo ligação de um telemarketing, minha primeira atitude é ouvir, polidamente, até o momento de decidir ou não pelo produto. Tento, várias vezes (educadamente, diga-se de passagem), dizer que não estou interessado e que assim que precisar, entrarei em contato. Porém, a pressão é tão grande, não por parte do operador, mas do próprio sistema, que muitas vezes eles são monitorados por seus superiores e, no afã de tentar concluir um negócio, com o intuito de mostrar serviço, a conversa começa a tomar outro rumo. Por mais polidos que possamos ser, por mais “nãos” que possamos dizer (mesmo educadamente), a insistência é tão grande que a estratégia que se tem não pode ser outra: ou você os deixa falando sozinho, ou desliga o telefone.
Como consequência, nestes centros de relacionamentos, se vê uma rotatividade tão grande de teleatendentes, devido à pressão recebida, devido à cobrança por índices e consequente estresse que, de uma profissão promissora, ela pode se tornar um serviço a ser evitado, ou mesmo uma última opção. Deve haver um maior feelling do sistema para que o próprio serviço não caia no descrédito. A partir do momento que um cliente não demonstre interesse, deve-se encerrar o contato para se evitar o desgaste. Caso contrário, caberá a toda classe o ônus de mais uma ligação indesejada – puro desconforto ao consumidor.

Médicos residentes lutam por melhores salários


Brincar com a saúde parece ser uma tônica ultimamente. Todo o dia e todo instante, canais de televisão, emissoras de rádio e jornais, debatem a questão da saúde e seu descaso. Parece que ela vai se afundando, se afundando, cada vez, num movimento constante, até não se sabe aonde, como num poço sem fundo. Descaso generalizado das autoridades. Faltam condições de trabalho, medicamentos, aparelhos para diagnósticos mais precisos e salários - bons salários.
Mais uma vez iremos presenciar, assim que se oficializarem as candidaturas à Presidência da República, se estendendo até o início de outubro, cada um dos postulantes à cadeira mais alta da política brasileira, afirmando que a solução da saúde é simples, que basta boa vontade e que “assim que for eleito”, como num passe de mágica, “tudo se resolverá”. E assim vamos nós, de eleição em eleição, “pagando pra ver” e pagando muito, mesmo porque nossa carga tributária é uma das mais altas do planeta.
Um exemplo desse descaso com a saúde foi visto pela população joinvilense, com a paralisação dos médicos residentes durante um dia, em prol de melhores salários. Pasmem, um médico residente recebe pouco mais de R$ 1,9 mil. É “isso” mesmo, pouco, pouquíssimo, para quem se dedica de corpo e alma e tenta manter a população segura de males e doenças. Mas o que mais chama à atenção é o fato de que tais profissionais, tão dedicados, qualificados, estudados, recebam tão pouco. Um curso superior de medicina não custa menos de R$ 3 mil e “vão lá reais”, inversamente proporcionais ao salário recebido por eles.. E não se trata somente de uma mensalidade; são doze em um ano, multiplicados por pelo menos seis anos. E se vocês creem que os gastos param por aí, se enganam. São despesas com livros, com vestimentas, cursos de atualização, fotocópias etc etc. etc. É triste saber que, após tanta dedicação, empenho e investimento, o salário que o espera é praticamente a metade daquele pago mensalmente para se tornar um profissional graduado.
Certamente não se assegura que, quem mais estuda, receberá um maior salário. Entretanto, por ironia, muitos profissionais, não desmerecendo suas qualidades, ganham mais que um médico residente; e lembrem-se que não se dedicaram a tantas horas de estudo, a tantas pesquisas quanto nossos médicos, e não são responsáveis pelo nosso bem maior – a vida. Só para citar, um pedreiro pode ganhar até perto de R$ 4 mil em um mês. Um outro exemplo pode ser creditado a um jardineiro, que pode chegar pelo menos ao salário de um médico residente, se conseguir uma carteira de clientes fixos (dois por dia), e contar com a sorte de não chover.
E vamos mais longe ainda: a defasagem de salários é para todos os profissionais da saúde. Um técnico em enfermagem recebe R$ 900 “pilas”. É também muito pouco para dar assistência aos médicos, para auxiliar em emergências, nas enfermarias, nas cirurgias. Pelas mãos desses auxiliares de branco passam também nossas vidas. Conheço enfermeiras que, para conseguir um melhor padrão de vida, chegam a dividir seu dia trabalho a dois locais, atingindo a casa das dezesseis horas de labor.
Por alguns dos motivos citados anteriormente é que se torna difícil conseguir Pediatras aos Postos de Saúde. Também deveriam ser mais reconhecidos, pois passam por suas mãos, por exemplo, bebês que não conseguem se manifestar verbalmente e eles não podem errar. O salário é tão minguado, tão irrisório, comparado a toda a carreira acadêmica, que não condiz com a realidade. Como consequência buscam se especializar em outras áreas, deixando lacunas.
Então, até quando este buraco negro na saúde persistirá? Até quando nossas autoridades irão se pronunciar sobre ela somente em época de eleição? E quanto aos residentes, vão continuar com o chapéu na mão?

Brasil: um país de poucos leitores


Era uma vez uma menina que saiu para visitar sua avó; era uma vez uma linda moça (branca como a neve) que morava em um castelo com sua família: era uma vez um boneco de pau que virou gente; uma galinha que colocava ovos de ouro; João e sua irmãzinha Maria; Alice, a que morava no país das maravilhas; uma linda menina que se apaixonou por uma fera; um elefante que tinha grandes orelhas e voava; e é assim que se desenrola o imaginário literário.
Quem de nós já não ouviu pelo menos uma dúzia de contos e histórias como as citadas anteriormente? Quem de nós já não, cheios de emoções, debruçou-se sobre as páginas de um livro, com o intuito de divertir, fazer sorrir e até dormir, filhos, afilhados, sobrinhos? A leitura faz parte das nossas vidas desde a idade mais tenra e não poderia ser diferente: ou somos leitores ou ouvintes. Na verdade, primeiro ouvintes, para então nos tornarmos leitores.
Antigamente se pensava que a leitura era uma atividade solitária. Hoje em dia temos outra visão sobre ela. Chegou-se a conclusão de que, quando lemos, estamos em contato direto com o escritor. Mesmo que ele esteja a quilômetros de distância; a dez, a vinte, a mil, a milhares de quilômetros. Mesmo que estejamos há dias, meses, anos, décadas, milhares de anos distantes de autor, ainda concordamos, discordamos, dialogamos ou mesmo questionamos as palavras do escritor.
Quando lemos estamos, mentalmente, vendo o rei leão saltando a passos largos, com sua cabeça num movimento de vai e vem, com sua crina esvoaçante, sendo levada pelo vento, como se ela não conseguisse acompanhar o movimento do felino. Apesar de todas as benfeitorias que a leitura possa proporcionar, ainda somos, nós brasileiros, um país de poucos leitores.
Mas enfim, o que é ler? Para o bom leitor, ler é interpretar e não simplesmente decodificar símbolos. Ler é, efetivamente, construir significados. É imaginar que o leão corre livre e solto pela mata, ou preso no seu cárcere chamado zoológico. Que pode estar a poucos metros do seu pensamento, sentindo o ar quente das suas narinas. O bom leitor, o consciente, diante do texto, o transforma e se transforma e, por conseguinte, naquele exato momento existe uma mudança no seu comportamento. Aí então ele aprende. Nós aprendemos.
O Brasil ainda é um país de maus leitores. Pelo menos é possível verificar o fato por meio de dados obtidos junto ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa. Há sete anos, 250 mil adolescentes de 41 países, com idade aproximada de 15 anos, participaram da avaliação que tinha como objetivo “produzir indicadores sobre a efetividade dos sistemas educacionais”. Infelizmente nosso Brasil varonil classificou-se na 37ª colocação. É muito pouco para um país que quer se tornar a quinta maior potência mundial.
Talvez um desses reflexos seja a pouca leitura praticada na família. Pais que não têm o hábito da leitura, não servem como bons exemplos à sua prole. Como se vê, o gosto pela leitura deve começar na família. E este hábito deve iniciar, não somente na mais tenra idade, mas sim no ventre. Pais e mães devem começar a interagir com o bebê, lendo para eles. Desta forma, se acredita, seu gosto pelas letras tenderá a estar presente no DNA do futuro leitor. Assim, quando a criança chegar na escola, ela já deve ter condições de interpretar, dentro da sua faixa etária, qualquer texto, tornando-se um construtor de significados.
Falta de livro ou dinheiro não é desculpa para não se praticar uma boa leitura (apesar deles serem caros, aqui na terra verde-amarela) - infelizmente. Feiras de livros, bibliotecas e “sebos” são fontes alternativas para o consumo literário. Você lê? Qual foi o último livro que você leu? Quando foi lido? Da próxima vez que você for comprar um presente a uma criança, a um adolescente ou a você mesmo, presenteie com um livro, um inteligente, daqueles que faça qualquer um viajar. Lembre-se do leão e corra atrás do saber. Só chegaremos a ocupar melhores espaços na economia, na ciência, na tecnologia, nas artes, nas “etcs.” por meio da boa leitura.

Em busca do começo


Conforme a humanidade avança no tempo, o homem procura respostas para indagações que jamais serão respondidas. Desde os grandes filósofos, e até mesmo antes do pai da filosofia, Sócrates (469-399 a.C.), as perguntas são as mesmas: de onde viemos? Onde e como tudo começou? Atualmente parece que é mais fácil conhecer o depois, que o antes.
Existem duas grande vertentes que respondem as dúvidas anteriores. Para os criacionistas, Deus criou tudo em sete dias. Para os cientistas, tudo começou por meio do big bang; expressão inglesa que significa “grande explosão”.
Parece ser muito difícil que tudo o que se vê, se sente, se cheira, ou mesmo o que não se vê, possa ter sido construído em apenas uma semana. Por melhor que seja o engenheiro, não dá para acreditar. O Livro Sagrado dos Cristãos, a Bíblia, afirma que “no princípio Deus criou os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre o abismo” e por aí afora, numa sucessão de fatos e acontecimentos, que muitos duvidam - menos a fé. Existem aqueles que não gostam nem de tocar no assunto, pois estariam pondo em cheque sua própria crença. Se a fé existe - e ela existe, deve ser raciocinada.
A ciência tenta provar, pelo menos através de hipóteses, que o universo conta com aproximadamente 16 bilhões de anos. A versão do big bang está atualmente ganhando os holofotes de toda a imprensa. É que foi criada uma máquina, a qual é considerada a maior criação do homem, denominada Large Hadron Collider, que em português se traduz como o Grande Colisor de Hádron. Pois bem, esta engenhoca tem como objetivo “recriar condições semelhantes de temperatura e densidade similares àquelas que existiram milésimos de segundo após” a grande explosão. Aquela que, segundo os cientistas, deu origem ao universo.
O acelerador de partículas nucleares tem um formato cilíndrico e foi construído na Europa, entre a França e a Suíça, a uma profundidade de cem metros. Em 2008, pasmem, seu custo alcançara a cifra de US$ 8 bi (hoje já ultrapassa os US$ 10 bi). Sua função é acelerar prótons em sentidos opostos, dento do cilindro que mede vinte e sete quilômetros de circunferência, a uma velocidade astronômica, até que eles se choquem e possam provocar uma réplica da grande explosão. Uns dizem que é tudo pela ciência; outros dizem que o homem está brincando de ser Deus.
Por mais que queiramos, as resposta jamais serão respondidas; pelo menos nesta era em que vivemos. Para entendermos como tudo começou, devemos entendê-Lo. E, como ninguém chegou a conversar com Ele, como saber? Uns dizem que Moisés o fez, porém será que é realmente verdade? Será que realmente Moisés o viu, o sentiu, apertou Sua mão? A fé diz que sim.
Entretanto, vamos analisar os fatos. Digamos que os sete dias sejam verdade. Que não existia nada. Que havia um vazio. Que eram tudo trevas. Então, onde Ele estava? No nada? No vazio? Aí, caros amigos, cada vez mais surgem dúvidas tipo: e quem criou o vazio? O nada? E, avançando um pouco mais: se a grande explosão foi o início de tudo, se duas partículas se chocaram e antes não existia nada, quem criou tais partículas?
Como se vê, começamos com perguntas e com elas terminaremos. E mais, com elas dormiremos e morreremos. Certamente existe um criador e não se trata aqui de ateísmo não. Ele existe, sempre existiu e não deixará de existir. Deus é uma exceção; é assim que O compreendo. Se para toda regra existe uma exceção, a maior de todas é Ele, para provar esta regra. Estamos em busca do começo e continuaremos nossa jornada. Por mais que os cientistas queiram e até encontrem indícios do começo, nada será comprovado efetivamente. Serão especulações, serão hipóteses. O começo de tudo a Ele pertence. Resta-nos sim, cuidar deste ponto azul no universo infinito. Não será uma máquina que conseguirá provar de onde viemos. Este acelerador gigante será mais uma tentativa, de bilhões de dólares, que poderiam ser mais bem aplicados, em prol da própria humanidade. Que continuem as dúvidas, mesmo porque “não são a respostas que movem o mundo e sim as perguntas”.

Joinville já está entre as dez melhores do mundo


Já faz algum tempo que a cidade de Joinville vinha pleiteando o título de uma das dez melhores cidades do mundo para se viver; finalmente conseguimos. Hoje, a Manchester Catarinense é reconhecida internacionalmente, por sua qualidade de vida.
Como é do conhecimento de todos, a antiga Colônia Dona Francisca recebeu seus imigrantes através do rio Cachoeira. Por ele navegaram suíços, noruegueses e alemães que depositaram total confiança no seu progresso. No fundo do coração, eles já sabiam que este pedaço de chão iria, algum dia, ser o berço de uma cidade de respeito e um caso de amor entre seus moradores.
Graças ao trabalho político de todos os partidos, legítimos representantes do povo, os assuntos que antes eram votados de acordo com os interesses dos próprios partidos, agora são discutidos amplamente pela população que participa em plenário, lotando diariamente a Câmara dos Vereadores. Hoje o povo se reúne para decidir os caminhos da cidade. Tínhamos um número excessivo de políticos, e cada um possuía seu próprio veículo, pago com o nosso dinheirinho. Havia até um do qual o motorista se utilizava do carro para ir para casa e dizia que o fazia, havia vinte anos, e ninguém reclamara antes. Aliás, ninguém sabia; tampouco o presidente da Câmara. Agora são seis veículos e os representantes se revezam para utilizá-los, economizando os cofres públicos.
A Cidade das Bicicletas hoje recuperou seu título. Depois que fecharam as ruas centrais, é possível circular com tranquilidade e paciência. Hoje, praticamente todas as ruas possuem ciclovias com acesso aos bairros. O que era um sonho virou realidade. Não existem acidentes de trânsito entre ciclistas, motociclistas, motoristas. Quando um pedestre levanta o braço todos param para que ele possa atravessar a rua. O que contribuiu para este grande impulso foi o fim dos buracos e crateras que até pouco tempo perturbavam a vida do joinvilense. Hoje, noventa e sete por cento das ruas são pavimentadas, graças ao trabalho sério e dinâmico da Prefeitura. Sofremos muito antes, é verdade. Os antigos governantes, no afã de computar quilômetros e mais quilômetros aos seus relatórios, asfaltavam as ruas com uma camada tão fina de asfalto, que após algumas semanas de inauguração, os buracos já se faziam presentes. Hoje é diferente. Não existem buracos para contar histórias.
A Cidade das Flores agora goza com um dos maiores sistemas hospitalares da América Latina. O Hospital São José é referência internacional e recebe diariamente centenas de internações. Antigamente precisávamos esperar semanas, meses e até anos, para uma consulta; e, quando conseguíamos, os exames já haviam vencidos. Os idosos agora têm preferência. Basta telefonar e agendar consulta com qualquer especialista. Os postos de saúde também são motivo de orgulho: não se precisa mais chegar de madrugada para se obter uma ficha. Há vagas para todos. Hoje em dia os médicos e enfermeiros ganham o suficiente para exercer suas funções.
Agora a Cidade da Dança é também do futebol. A última contratação do Joinville Esporte Clube chegará nas próximas semanas: é Ronaldinho Gaúcho. Ele foi contratado por um período de três anos para jogar pelo clube no próximo Campeonato Brasileiro da primeira divisão, e com possibilidade de nos classificarmos para a Taça Libertadores. Já imaginaram o tricolor representando o futebol catarinense: seria a primeira vez que um time da bela e Santa Catarina estaria participando do certame.
Caro amigos, tudo isso seria verdade se amanhã não fosse “primeiro de abril”. Portanto, acostumem-se: continuaremos aplaudindo os vereadores, quando por nós passarem, com seus possantes “veículos” (um para cada um); as filas nos postos de saúde continuarão; o JEC seguirá decepcionando; e, nossas ruas continuarão esburacadas. “Vida de gado, povo marcado, povo feliz”. Viva o dia dos bobos.

Não sei aonde vamos parar


Os caminhos da educação escolar nunca trilharam tantos rumos como no início deste terceiro milênio. Atualmente, só não estuda quem não quer. O governo dá sua parcela de contribuição, incentivando com bolsas de estudo e programas que facilitem o acesso ao ensino, especialmente o universitário.
Nunca, na história brasileira, se viu tantos acadêmicos galgando seu espaço nas salas de aula, objetivando elevar seu nível de escolaridade e desta forma abrindo melhores oportunidades na vida pessoal e especialmente profissional.
A alguns anos a única porta de entrada ao ensino universitário se dava por meio do vestibular, pois o número de instituições era bem inferior ao que temos agora e a disputa era infinitamente maior. Com o passar do tempo, mais e mais universidades começaram a nascer e como consequência o acesso tornou-se mais fácil, universalizando as universidades e desta forma proliferando oportunidades.
Atualmente, outra via de acesso é por meio da porta do Enem, do Exame Nacional do Ensino Médio. Inicialmente ele tinha como objetivo, de acordo com o Ministério da Educação, “avaliar o desempenho (do alunado) ao término da escolaridade básica”. Hoje, como se sabe, ele também serve de parâmetro para a entrada na faculdade. Há de se parabenizar o governo pelo esforço que vem empenhando ao tentar elevar o nível de escolaridade brasileira (e não poderia ser diferente mesmo).
Porém, apesar de todo o esforço, algumas questões emergem quanto à qualidade deste ensino. Como está o nível de compreensão dos estudantes? Existe algum parâmetro que possa nivelar, por cima preferencialmente, a qualidade da educação brasileira? O aluno brasileiro consegue se expressar de forma satisfatória?
O tema de hoje surgiu por meio do e-mail de um leitor que reside nos Estados Unidos e que acompanha nosso trabalho nas páginas d’A Notícia e também deste articulista. Ele o iniciou com a seguinte pergunta: ”Professor, o que você acha disso tudo? Infelizmente essa turma dentro de poucos anos, estará fora da faculdade exercendo suas funções no mercado de trabalho”. Ele estava se referindo ao Enem e suas “pérolas”. As “pérolas”, para quem não sabe, são as banalidades escritas pelos candidatos nas redações. Chega a ser atroz, desumano; coisas de outro mundo. Mas a mensagem não parava por aí não. O internauta continuava com a seguinte expressão: “divirta-se ou chore”. Eram exatamente vinte “pedras preciosas”, das quais foi tão difícil de selecionar que acabei relacionando somente três. São elas: (1) ”A situação tende a piorar: o madeireiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região”; (2) “A Aids é transmitida pelo mosquito Aides Egipsio”; e, (3) “O cerumano no mesmo que constrói, também destrói, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos”. Como se percebe, a falta de coerência e conhecimento é tão abundante que deixa qualquer um preocupado. Falta conhecimento geográfico (em 1), falta conhecimento na área das ciências (em 2) e falta “pé no chão” para falar sobre parcerias (em 3); além, é claro, da nossa língua mãe que sofre calada.
É claro que não se pode generalizar. Entretanto é preocupante. São alunos que cursaram pelo menos onze anos de educação acadêmica e chegam às portas das universidades com “este” nível (ou com a falta dele). Se realmente o barco continuar neste ritmo, aonde vamos parar? Muitos deles serão futuros médicos, engenheiros, fisioterapeutas e, o que é mais preocupante ainda, serão educadores. Alguns até representantes do povo, como vereadores, deputados etc. e redigirão as leis que teremos que cumprir.
Pode-se tirar conclusões tais como: falta de leitura e seriedade nos estudos. O ônus não pode recair somente nas mãos dos professores. A família deve trabalhar em comum acordo com a escola. Os pais devem recorrer diariamente aos cadernos dos seus “pimpolhos” ou a situação tende a se agravar. Vamos deixar as “pérolas” para os momentos de festa; caso contrário, não sei aonde vamos parar.

O amor e o ódio andam de mãos dadas


Parece um contrassenso, mas é verdade. O amor e o ódio são amigos - e íntimos. Talvez até mais do que isso; são irmãos gêmeos. Nasceram do mesmo Pai, do mesmo parto, no mesmo momento. São univitelinos.
Quem já não viveu um grande amor? Quem já não morreu de amor ou por amor? Quem já não sentiu ódio, mesmo que fosse por amor?
Provas de amor temos às pencas. Por amor se mata, por amor se morre. Abraão demonstrando seu amor ao Criador, levou seu filho Isaque para que fosse por ele sacrificado. Graças a um anjo, em tempo, não lhe proferiu o cutelo. Esta seria sua prova de amor. A maior estória de amor, pelo menos considerada pela literatura, escrita pelo inglês William Shakespeare, Romeu e Julieta, teve um final trágico e conhecido: Romeu se suicida ao ver Julieta supostamente morta.
Provas de ódio também temos às pencas. Adolf Hitler, por exemplo, odiava a todos que não pertencessem à raça ariana. Através do Holocausto, ele definia o destino das pessoas que não simpatizavam ao regime nazista, dando-lhes um fim que não vale a pena citar, por ódio é claro. Então, vejam só, também odiamos.
Seria então o ódio a falta do amor? Ou o amor a falta do ódio?
Mas, o que é amor? E, o que é ódio? Qual o seu conceito? Pare para pensar. Várias histórias de amor acabaram em lágrimas; não de alegria, mas de tristeza. Pais matam por amor e filhos também. Já se ouviu de uma mãe que abreviou a vida do seu filho, para que ele acabasse de sofrer devido ao uso dos entorpecentes. Entre tantos casos de amor e ódio, dois logo vem à tona: o da menina Isabella Nardoni e o da família Richthofen. Qual dos dois causa mais ódio? (Responda rápido para você mesmo). O da menina jogada janela afora, ou a do casal que foi desferido, com pauladas durante o sono, com a conivência da filha Suzane. Lembraram que foi pelas mãos do seu grande amor. Quem respondeu o segundo, ou mesmo o primeiro, sem se dar conta, caiu na armadilha do ódio; afinal de contas, somos seres humanos. Amamos e odiamos com a mesma veemência, e nem nos damos conta. É o amor e o ódio andando de mãos dadas!
Outro caso de amor que está vindo à tona é o do ex-jogador de futebol Adriano, do Flamengo. Vejam só: ele comprou uma pequena lembrança noiva, para demonstrar seu amor – uma BMW X5, “zerinho”. Entretanto, pediu-lhe, como prova de amor, que ela não desfilasse na Sapucaí. E ela, acreditem, como prova de amor, aceitou o desafio de ficar em casa e não mostrar suas curvas. Quanto amor! Ele só não teve condições de pensar no futuro (não muito distante), da sua amada desfilando com seu belo mimo, pelas ruas da cidade maravilhosa, desviando olhares e provocando verdadeiro alvoroço. O caso já tomou proporções tão grandes que está até afetando sua performance como profissional. O “imperador” confessou que está deprimido e bebendo. O jogador aceitou até frequentar seções com psicanalistas.
Mas, enfim, o que é o amor? O que é o ódio? Difícil né?. Como se vê, o amor está para o ódio, assim como o ódio está para o amor. Afinal de contas, amamos o que nos é “mais importante” e, antagonicamente, odiamos o que nos é “menos importante”. Para muitos amar é fácil: é receber uma resposta positiva ao que se quer ouvir. É esperar que os outros nos façam o que pedimos e queremos. É querer deixar que o outro haja e encarne a nossa vontade. Ao mesmo tempo, o ódio muitas vezes é não receber a resposta que queríamos. É ver que os outros fazem exatamente aquilo que não pedimos. É ver que os outros não encarnam a nossa vontade. Tudo porque somos humanos; ainda. Pelo menos nesta vida!
“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. É possível mesmo amar o pai e a madrasta da menina Isabella? E a Suzane Richthofen? E o Pai do Nazismo? E tantos outros aqui não citados que passam com certeza pela nossa cabeça. Porém, com certeza, Romeu e Julieta jamais serão odiados. Sabem por que? É que ainda somos humanos. Graças a Deus.

A Joinville de todos nós


Parabéns a você protagonista destes 159 anos, Manchester Catarinense. Aquela que mais ICMS produz, contribuindo para o engrandecimento da bela e Santa Catarina; aquela que possui a maior população do estado e que em virtude da fama, incentivou a chegada de brasileiros de todos os estados, de todos os rincões. São gaúchos, paranaenses, paulistas e paraenses; já conheci até gente de Roraima, tornando-se uma cidade multiestadual. Pode-se ir mais longe: nas tuas terras já chegaram noruegueses, suíços e é claro, alemães. Hoje em dia até se percebe olhinhos puxados nas tuas ruas e universidades. Tu és na verdade multinacional. Mas além de pacata e tranquila também já passastes a ter um dos maiores índices de criminalidade e roubo do estado. Não é raro, em conversas informais, a lembrança dos tempos que se dormia com as janelas abertas, sem se preocupar com o movimento daqueles frequentadores indesejáveis. Crescestes tanto que hoje em dia somos nós que estamos prisioneiros, dentro das nossas casas. Somos reféns de nós mesmos. São grades nas janelas, alarme nas casas, cães e até guarda-noturno. Já não és tão pacata assim; é o preço que se paga pela fama e por teu engrandecimento.
Nesta data querida as tuas ruas não são tão limpas como antigamente; um antigamente não tão distante. Parece que estás sendo vencida pela sujeira e pelos buracos. Tenho minhas dúvidas se ainda podemos te alcunhar de Cidade das Flores. Conheço algumas, não muito distantes daqui, que mereceriam o teu título – infelizmente para nós. Até aquela que é o teu maior cartão postal, a rua das Palmeiras, clama por socorro. Cheira-se cola, fuma-se maconha e o crack rola em plena luz do dia. Camisinhas e seringas já fazem parte do teu dia a dia. Autoridades, por favor, usem o poder e a responsabilidade que lhes foram creditados para não deixar a Alameda Brüstlein sucumbir e virar um lixo a céu aberto. E por falar nas tuas ruas, por favor, Executivo, trabalhe para diminuir os buracos que a cada dia aumentam em proporções exponenciais. Antigamente se dizia que havia buracos nas ruas; hoje existem ruas nos buracos. O número é tão grande que temos que fazer verdadeiros malabarismos no volante para não danificar nossos pés de borracha.
Muitas felicidades é como todas as tuas irmãs te saúdam. Em pouco mais de duas décadas ganhastes prédios altos, shoppings, indústrias. Antigamente, doces eram saboreados na Confeitaria Dietrich, pães e cucas na Brunkow, casais de namorados se encontravam no Gato Preto. Quando se procuravam brinquedos educativos o nome certo era a Pica-pau, a ferragem no Fernando Tilp, salada de frutas na Confeitaria Polar. O restaurante da hora era o Klug’s e os secos e molhados no Alfredo Boehm. Agora temos a Via Gastronômica, além de restaurantes de todos os tipos e “nacionalidades”. Tuas ruas hoje já lembram uma pequena São Paulo, com grandes congestionamentos nas horas do rush. De pacata cidadezinha interiorana, já és cidade grande, com seus (calcula-se) quase seiscentos mil habitantes. A continuar assim teremos que pensar no rodízio de carros e até quem sabe pedágio nas ruas centrais.
Muitos anos de vida lhe desejamos, pois a cada 9 de março, quem ganha presentes somos nós. Entretanto, também acho que das Bicicletas estás deixando de ser. Hoje são tantas motos e scooters a circular, que as magrelas estão encostadas nas garagens. Antigamente eram milhares delas deixando os diversos turnos da Fundição Tupy. Hoje são os ônibus que transportam os operários. E, para finalizar, teus filhos nascem às pencas: são mais de trinta diariamente, nos diversos hospitais e na Darci Vargas. É tão grande este número que a proporção é de uma sala de aula por dia. Vamos então nos preparar para o futuro. Então Joinville, mais uma vez aqui, cantemos: parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida.

O Cristo tem dono?


Todo ano, como de costume, as campanhas da fraternidade apresentam um tema norteador aos seus trabalhos. A da virada do milênio foi “Dignidade humana e paz”. No ano seguinte, “Vida sim, droga não”. Já se trataram dos mais variados temas, como “Os povos indígenas”, “Água, fonte de vida”, a “Amazônia”, a “Defesa da vida” e, neste ano, o tema é “Economia e vida” e traz como mote as palavras de Mateus: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (6:24).
No início de fevereiro, o papa Bento 16 fez um pronunciamento sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010. Nele, o representante maior da Igreja Católica na atualidade, o sucessor do carismático e inesquecível João Paulo II, manifesta (resumidamente aqui) que “deseja sucesso às igrejas e comunidades eclesiásticas no Brasil que, este ano, decidiram unir esforços para reconciliar as pessoas com Deus, ajudando-lhes a libertarem-se da escravidão do dinheiro”. E que, como lembra a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010 – citando palavras de Jesus – “vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro’. Alegrando-me com tal propósito de conversão, recordo que a escravidão ao dinheiro e a injustiça ‘têm origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa convivência com o mal”.
Entende-se que o objetivo seja ir contra os lucros abusivos, contra o capital especulativo, contra a luta desenfreada pelo “faz me rir” e a força do consumismo. Entretanto, não há como fugir. Estamos todos no mesmo barco e para fazê-lo navegar precisamos de combustível, pois sem ele o barco não anda. Fica à deriva e não se chega a lugar algum.
Será que dinheiro traz felicidade? É possível servir ao Senhor sem pensar em money? Por acaso, campanhas são divulgadas sem que haja verbas investidas?
Por mais que “não se queira dizer”, dinheiro traz felicidade, sim. E muita! Afinal, quem vive sem ele? O que se condena é a corrida desenfreada em detrimento do bem-estar da comunidade, ou a gula de alguns por uma conta bancária gorda, muitas vezes até fora do País.
Ironicamente ao tema da campanha 2010, vem a público a Igreja Católica, mais precisamente a Arquidiocese do Rio, solicitar uma indenização pela veiculação da imagem do Cristo Redentor no filme “2012”. O filme, diga-se de passagem, é uma porcaria, me perdoem os cinéfilos. Nele, o Cristo é destruído por uma catástrofe que inunda as grandes cidades e o quebra em pedaços. Pois bem, os representantes de Pedro no Brasil estão pedindo uma indenização pelo uso indevido da imagem da estátua. De acordo com os noticiários, está havendo uma “negociação amigável”, uma pseudoindenização. Quem será que vai ganhar esta batalha? A Igreja ou a distribuidora do filme? A quem pertence Cristo?
De acordo com a assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor é de propriedade dela e o órgão teria que pagar uma indenização. São tantas as perguntas que não querem calar, tais como: onde entra Deus nesta negociação? Será que Ele ajudará a arquidiocese ou a Columbia Pictures? De qual lado a Justiça ficará? Ou ela ajuda a um ou a outro, mesmo porque, nas palavras de Mateus: “Ninguém pode servir a dois senhores... ou há de odiar um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro”.
A estátua do Cristo Redentor é da humanidade. Em 7/7/2007, foi divulgado o resultado de uma votação internacional, a qual tinha como objetivo listar as sete maravilhas do mundo moderno, e o nosso Cristo foi escolhido, entre outros. Mesmo que tenha sido uma escolha extraoficial, já que o concurso não contou com o aval da Unesco nem das Nações Unidas, sabemos que o Cristo pertence à humanidade. Ele é de todos. Ele é nosso. Se alguém deve algo somos nós, pela sua beleza e bênção, com seus braços abertos, orando e nos protegendo.

Qual é o preço da infelicidade?


O noticiário esportivo da semana passada se misturou ao dos escândalos conjugais. Câmeras e holofotes mirados para o maior jogador de golfe de todos os tempos, o americano Tiger Woods e sua ex-esposa, a modelo sueca Elin Nordegreen, filha da uma ex-ministra e de um rádio-jornalista no seu país. Ele chegou a fazer um pronunciamento público, pedindo desculpas aos seus amigos e fãs pelo affair com uma mulher fora do seu casamento.
Woods, só para nós brasileiros entendermos, pode ser considerado o “Pelé do golfe", em termos de habilidade e talento no seu esporte. Suas marcas são incríveis: venceu mais títulos do que qualquer outro golfista no mundo. É o desportista que sustenta o recorde de “número 1” por aproximadamente 10 anos. E pasmem, foi o primeiro atleta no mundo que atingiu a marca de US 1 bi, isso mesmo, um bilhão, proveniente de prêmios, patrocínios, publicidade etc. Tudo na sua vida sempre foi grande, inclusive o último escândalo.
No seu discurso-depoimento ele confessou que os danos causados foram todos culpa sua, por seu “repetido comportamento irresponsável. O que eu fiz não é aceitável e sou o único culpado. Nunca pensei nas pessoas que estava magoando, somente em mim. Achei que tinha o direito de curtir as tentações da vida. Estava errado”. Disse também que “o que importa na vida não é o que alguém alcança, mas como você supera os desafios. Pais de família costumavam me apontar como modelo para seus filhos. Devo um pedido de desculpas”. Ele termina seu pronunciamento dizendo: “Peço-lhes ajuda. Peço que encontre um lugar nos seus corações para um dia confiar em mim novamente”.
A gota d’água partiu de uma mensagem de voz enviada por ele à “sua amiga”, uma garçonete de vinte e quatro anos chamada Grubbs: “Preciso que você me faça um grande favor. Você pode apagar meu nome do seu telefone? Minha esposa pegou meu telefone e talvez ligue para você. Então, por favor, apague meu nome. Faça isso, rapidamente. Você tem que fazer isso por mim”. Além dessa, “sua amiga” coleciona mais de trezentas; e muitas delas são bem picantes.
Mas afinal, porque traímos? ou melhor, deixe-me consertar a pergunta: porque alguém trai? Qual o incentivo para tal? Quanto custa à infidelidade? Vale à pena correr o risco?
Para muitos, o casamento é um mar de rosas. Para outros, nem tanto assim. Existem seus altos e baixos, como em tudo na nossa vida. É muito bate-papo, um cede de um lado, o outro do outro e assim vai se levando. Entretanto, a infidelidade para alguns, faz parte da própria natureza. Uns traem por vingança, outros por curiosidade. Uns só para “provar um mel diferente”. Outros (ou outras – não sejamos preconceituosos) porque estão longe de casa e acham que não vai dar nada. Pensam que uma só vez, não fará mal. Para uns a carne é fraca. Outros, entretanto, seguram sem maiores problemas.
Quanto ao seu preço? Materialmente falando, depende do bolso. Para nós, simples mortais, a divisão é rápida e simples: uma casa, um carro. Repartem-se os móveis e alguns etcs. e está tudo resolvido. Porém, para as estrelas, a conta é bem maior. Para o jogador americano, que incentivou este debate, os cifrões ultrapassam a casa das vírgulas e dos “zeros”. Apesar de tudo, ele ainda continuará milhonário. Entretanto, tem uma coisa que não tem preço: a desunião da família. Normalmente a infidelidade não pensa nas consequências e os filhos é que pagam a conta. É o capital emocional que não tem preço. Muitas vezes, por ironia do destino, eles até nasceram da própria infidelidade e são os menos culpados; são vítimas.
E, finalmente: o risco paga o prazer? Cada cabeça tem sua própria sentença. Muita infidelidade já praticada ou a ser praticada, ficará enterrada na mente de quem dela fez uso. Ela sempre existiu e não deixará de existir. Para muitos foi um prazer do momento, e foi embora. Mas para os conscientes, deve ser difícil de olhar nos olhos do outro e continuar como se nada tivesse acontecido.

Gastos públicos: nosso rico dinheirinho


Certo dia andando pela rua, algo chamou atenção: um veículo oficial estacionado, com aqueles sinalizadores de segurança superior girando, motor ligado e dois responsáveis a aproximadamente cinquenta metros de distância, destacando aquelas “folhinhas” dos seus conhecidos “bloquinhos”, aos automóveis que estavam estacionados em local proibido. Correto pensei. Regras são regras e foram feitas para serem seguidas. Existem pessoas que insistem em estacionar seus carros em locais proibidos, esquecendo que podem causar acidentes ou mesmo prejuízo ao tráfego. Cá pra nós, os camisas azuis fazem um trabalho perfeito quando estão com suas canetas em movimento. Afinal, estão cumprindo a lei. Mas neste caso, o fato que mais chamou atenção é que este episódio demorou mais de vinte minutos, e o motor do carro continuou ligado durante todo o tempo. Gasto desnecessário do dinheiro público. Do meu dinheiro, do seu dinheiro, do nosso dinheiro, nosso rico dinheirinho, diga-se de passagem, aquele arrecadado por meio dos tributos que depositamos nas nossas compras ou no uso de serviços; vocês sabem – os impostos. Fiquei pensando: como é fácil gastar o dinheiro dos outros.
Por ironia do destino (ou do acaso), duas horas mais tarde, estava em direção ao meu carro, quando me chamou atenção outro veículo. O calor estava infernal e vi um motorista sentado dentro do carro, com todas as janelas fechadas, o motor ligado e o ar condicionado também. Seu banco estava recostado para trás, parecendo tirar uma pestana. Olhei para a placa do carro e não deu outra: era branca – outro veículo oficial, de um município da redondeza. Fiquei indignado. Quando o dinheiro é dos outros, parece que não faz falta. Dinheiro público é fácil de gastar: afinal entra fácil.
Com certeza seus superiores não conseguem saber tudo que se passa fora das quatro paredes, mesmo porque o quadro de funcionários é grande e eles têm confiança que estejam trabalhando para o bem comum da comunidade a qual prestam seus serviços. Sabe-se que a parcela de funcionários inconsequente é uma minoria. Mas infelizmente é esta minoria que atrapalha o bom andamento do serviço público denegrindo-o. São aqueles que não conseguem ver um palmo à frente do seu próprio nariz.
Gastos públicos sempre existiram, porém devem ser banidos e com consequência àqueles que deles exageram. O economista e professor Osmar Arcanjo realizou pesquisa sobre o tema (desperdício no setor público) e constatou que “a esmagadora maioria sabe que deve e pode evitá-lo, mas na prática a história é outra. O desperdício é generalizado, sendo premente uma solução. O setor público tem o dever e obrigação de ser vanguarda neste processo”. Na maioria dos casos (noventa e sete por cento) é possível reduzir gastos, desde os mais simples como energia, água, papel, complementa a pesquisa.
Outro desperdício que não quer calar é o aluguel dos veículos da Câmara de Vereadores de Joinville. Eles totalizam vinte, zerinhos em folha, e estão desfilando pelas ruas, gerando um gasto de R$ 1,3 mil por mês, para um contrato de menos de um ano. Será que não é hora de se começar a pensar numa frota própria de veículos e diminuir os gastos? Qualquer veículo bem cuidado pode ter uma vida útil aumentada, economizando milhares de reais anualmente; dinheiro, aliás, que poderia ser mais bem empregado na Saúde, na Educação, no Saneamento Básico etc. - o tal do nosso rico dinheirinho. Segundo justificativas, é mais barato alugar um veículo do que comprá-lo. Se fosse tão mais econômico assim, será que não seria uma prática comum? A Câmara é uma das poucas que utilizam tal procedimento. Parece que quando o dinheiro não sai do próprio bolso fica mais fácil de abrir a mão. Outra justificativa é que a manutenção custa muito caro. Carro novo não dá manutenção e além do mais a Prefeitura possui mecânicos que poderiam executar tal serviço e com muita propriedade. Vamos pensar, afinal de contas os gastos públicos são feitos com o nosso rico dinheiro.

Aonde vamos parar?


A semana passada foi uma das mais quentes na história da nossa cidade. O calor foi infernal. As lojas nunca venderam tantos aparelhos para “espantar calor” como nos últimos dias. Os responsáveis pela previsão do tempo estão custando a acertar. Segundo especialistas a temperatura chegaria à casa dos 36ºC. Entretanto sabemos que ela foi muito além; a sensação térmica chegou à casa dos 56ºC. Joinville e seus moradores nunca sofreram tanto como ultimamente. Parece que estamos entrando em uma nova era.
Cientistas estão prevendo, há décadas, que o clima do planeta está mudando, e parece que o ser humano não está dando ouvidos aos seus clamores. Quanto tempo ainda falta para que a população perceba que esta é a nossa única morada e que se não cuidarmos dela correremos o risco da extinção? Qual é a nossa parte neste cenário? Ainda é possível interferir a fim de minimizar esta situação?
As transformações do clima não se dão somente aqui na Cidade dos Príncipes. Elas aparecem também em toda a Bela e Santa Catarina, no Brasil e no mundo. Na mega São Paulo, por exemplo, manchetes de jornais da semana passada mostraram fotos da capital, que mais parecia o terremoto que assolou o Haiti, em janeiro. Se não fossem os prédios ao fundo, intactos, daria para se afirmar que era o país caribenho. Lama por todo o lado, asfalto completamente destruído, árvores caídas sobre o passeio e automóveis e pessoas sendo levadas pelas correntezas.
É, a natureza está dando o ar da sua graça. Ela está dando o ar, o calor, a chuva, a neve da sua graça. Na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos é a neve que chega com uma proporção inversa ao nosso calor. Assim como tomamos seu espaço, ela vem com mais força e leva quem estiver pela frente.
Quando cheguei a Joinville, no início da década de 80, chovia todo o santo dia. São Pedro, literalmente, não dava trégua. Era de segunda a sexta, finais de semanas e feriados, sem exceção. Diziam que se você estivesse dirigindo pela BR 101, no sentido Norte, Joinville era a primeira chuva à direita; caso você estivesse descendo a BR, era a primeira chuva à esquerda. Minhas duas primeiras semanas foram de chuva e céu fechado; sem nenhuma trégua – fiquei assustado. Somente então, deu para ver o azul do céu. As estações do ano eram bem definidas: na primavera tínhamos a chegada das flores; no verão um calor suportável (não como esse de agora); no outono, caíam as folhas das árvores; e, o inverno vinha com seu frio úmido de lascar. Eram casacos, luvas e até pijama por debaixo das calças. Tínhamos as quatro estações bem definidas.
Hoje, após uma década deste terceiro milênio, não podemos mais afirmar quando inicia e quando termina tal e tal estação do ano. É veranico de maio e invernico de dezembro. Comecei até a quebrar alguns preconceitos. Achava que ar condicionado em carro era luxo e coisa de magnata. Parece que não é bem assim. Estou trocando meus conceitos. No carro e em certos ambientes, ar condicionado é condição de bem-estar, de qualidade de vida, melhora a produtividade.
Ainda é possível minimizar os efeitos “vingativos” da natureza. Digo vingativos, porque tiramos dela e não estamos repondo. E ela tem todo o direito. Devemos cuidar do meio ambiente como se fosse nosso próprio corpo. Afinal de contas, escovamos nossos dentes, tomamos banho etc. para nos sentirmos asseados. E quanto ao nosso planeta, quem está fazendo a sua parte? Quem está reciclando? Quem está fazendo a coleta seletiva: sacos plásticos, vidros, papel? O velho e poluído Rio Cachoeira que nos diga. Hoje é possível encontrar de tudo, desde cama, geladeira, pneus; já vi até um capacete de motociclista. Uma frase que marcou na semana passada foi a da Senadora Marina Silva: “o cuidado com o meio ambiente começa no quintal da nossa casa”. Realmente. Se cada um de nós fizer a sua parte, poderemos minimizar os devastadores efeitos que a natureza vem nos mostrando, pois se não cuidarmos desta nossa morada, não sei “aonde vamos parar”!

Dar ou não dar esmolas? Eis a questão


Por mais campanhas que se façam, o número de pedintes e esmoleiros persiste, dando até a impressão que aumenta aqui na Manchester Catarinense, na nossa bela e Santa Catarina e, porque não dizer, também, no Brasil. São realizadas campanhas com o intuito de diminuir, quiçá erradicá-la, porém parece que os esforços são em vão. A cada dia o número de esmoleiros e pedintes aumenta. São crianças, jovens, adolescentes, homens e mulheres maduras, até velhos, perambulando pelas ruas, fazendo deste meio o seu ganha pão – antes fosse para o pão e o leite. Todavia, como se sabe, na maioria das vezes, é para o consumo de drogas: crack e álcool principalmente. Será que existe alguma forma de combater este mal? De que forma a sociedade pode contribuir para combater este “vicio”?
Aqui em Joinville esta questão passa pelas mãos da Secretaria de Assistência Social, a qual já apresentou pesquisa de opinião sobre “o ato de dar esmolas”, do Programa Porto Seguro. De posse dela, os dados que mais chamam atenção são: “dos adultos, 56,2% não têm conhecimento de nenhum programa social; 82,5% afirmam que o ato de dar esmolas é negativo; 61,3% afirmam que quem recebe esmolas se acostuma a pedi-las; 21,1% afirmam que dar esmolas não ajuda a pessoa que as recebe. Apesar da consciência que possuem acerca da negatividade, eles ainda costumam dar esmolas. Existe uma tendência dos adultos, acima de 55 anos, em dar esmolas, entretanto a mesma tendência entre os jovens é menor. Com relação à escolaridade, os pós-graduados costumam dar menos esmolas – são 45,9%. Finalizando, 82% dos adultos entrevistados costumam dar esmolas por caridade, independentemente da idade, do grau de escolaridade ou sexo”. Percebe-se que a questão é bem controversa.
Uma das ações da Secretaria de Assistência Social é a divulgação em semáforos, de placas com o conhecido dizer: “Não dê esmola. Ajude de verdade”, além do telefone de contato. Já liguei avisando que havia um esmoleiro, em um determinado cruzamento da cidade, tentando fazer a minha parte. No dia seguinte notei que ele estava no mesmo lugar, no mesmo “ponto”. Tornei a ligar e a atendente me disse que eles o recolheram e, além de lhe dar uma cesta básica o interrogaram. Ele disse que ganha mais dinheiro num só dia, do que o valor da tal cesta básica. Como se vê não é só problema de falta de trabalho ou coisa assim; é malandragem mesmo. Até outdoors já foram colocados nas ruas para sensibilizar a população. Esforços estão sendo feitos, portanto. Lembro-me agora, quando estudava no Colégio Dom Bosco, em Porto Alegre. Certo dia, disse o Padre Conselheiro, um homem pediu um prato de comida. Ele não se negou a dar, porém disse que da próxima vez, ele teria que roçar o gramado da escola. Adivinhem se ele voltou?
O binômio “educação e trabalho” parece ser uma das soluções. A educação sendo disseminada nas escolas (poderia até ser tema em um dos bimestres escolares) despertaria a consciência de que realmente o ato de dar esmolas vicia e incita ao pedinte de voltar às ruas. A esmola é como um combustível, ou seja, enquanto se continuar com a prática, haverá pedintes estendendo suas mãos.
Um programa de trabalho, para estas pessoas parece ser uma das soluções. Ensinar-lhes o ofício da jardinagem, de fazer pão, de cortar cabelo, até mesmo a construção civil, contribuiria para a diminuição da indústria da esmola, profissionalizando-os. Entretanto, parece é que é mais fácil “não fazer nada” recebendo, do que trabalhar de “sol a sol” para conseguir algum trocado.
Por mais campanhas que se façam, a conscientização pessoal, da população como um todo, é que fará a diferença e a diminuição da “esmolagem”. Quando todos, sem exceção, toda a população parar, literalmente de dar moedinhas e troquinhos, especialmente nos semáforos, eles serão obrigados a procurar alguma colocação no mercado de trabalho. Claro que muitos dirão que o crime aumentará. Como se vê uma coisa incita outra. Algo deve ser feito, senão continuaremos a andar em círculos.

O Programa Começar de Novo


Atualmente vem sendo veiculado nas emissoras de televisão e rádio o Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça, o qual tem como objetivos principais a “reinserção social e no mercado de trabalho dos presos libertados após o cumprimento de penas, além da redução do preconceito aos ex-presidiários”. No comercial é possível ver um ex-detento em uma encruzilhada, onde existe uma placa indicando duas vias: uma leva ao “trabalho” e a outra leva de “volta ao crime”. O mote final é: “errar é humano. Ajudar quem errou é mais humano ainda”.
Parece que é uma ótima ideia, desde que as penitenciárias tenham condições de treinar, conscientizar e preparar os presidiários para a vida após a reclusão. Todavia, antes, é preciso capacitar o sistema prisional. É preciso dar condições e segurança a quem trabalha nele e, parcerias, muitas parcerias para realmente fazer daquele lugar, um lugar de reflexão e não um depósito de infratores.
Os presídios, não só atualmente, como há décadas, estão cheios, transbordando, diria até que “saindo pelo gargalo” e a contravenção só aumenta. Será que é possível “tentar” reverter esta situação? Quais seriam as possíveis ações governamentais e da sociedade, para que realmente se consiga reverter esta situação? Acho que a resposta pode ser encontrada em dois vieses: no trabalho e na educação.
Em primeiro lugar, eles deveriam trabalhar para o seu próprio sustento, pagando desta forma a luz, a água, a comida, assistência médica etc. que consomem. Este ônus não pode ser da sociedade. Parece utopia, mas para comer eles receberiam sementes, para plantar e colher, animais para tirar o leite etc. Hoje em dia eles recebem tudo, de “mãos beijadas”, e não dão valor. E, em muitos casos, seus dependentes podem até receber o Auxílio Reclusão que é de R$ 798,30, para não fazer nada, enquanto o salário mínimo, para o trabalhador honesto é de R$ 510, para se trabalhar um mês, honestamente diga-se de passagem.
Em segundo lugar, educação para todos, desde os níveis básicos, até o superior. Nas cidades de grande porte, de médio e até mesmo de pequeno porte, que tenham universidades, faculdades ou cursos técnicos, poder-se-ia incentivar a prática de projetos em parceria com essas instituições. Estagiários, das áreas mais afins, estariam na prática, aplicando seus ensinamentos e gerando bons frutos para todos: sociedade, detentos, faculdades. Os da área da educação poderiam dar aula, os da área médica poderiam iniciar suas práticas acadêmicas; a educação a distância também funcionaria muito bem.
Seria um dia em que o trabalho começaria cedo e a noite eles estariam estudando. Desta forma, a cabeça estaria ocupada e o corpo cansado, como qualquer um de nós e, no final do dia, teriam o descanso merecido. Talvez até a ideia de privatizar o sistema carcerário brasileiro, pudesse ser uma solução, do tipo: quem trabalha e produz, teria seu salário, para pagar as suas despesas e, quem não trabalha, não comeria. Quem queimasse seu colchão dormiria no chão, quem quebrasse a instituição, teria que reconstruí-la, caso contrário dormiria na chuva, ao relento. Claro que os Direitos Humanos criticariam, dizendo ser desumano; porém, se esquecem que os mesmos cidadãos que eles protegem, roubaram, furtaram, mataram, sequestraram, levando famílias ao desconforto.
Parece utopia, mas creio que deveria ser tentado e não simplesmente deixar o tempo passar. É utopia, também, achar que do jeito que está, o ex-detento estará apto a reiniciar sua vida. Se o governo pretende dar condições de reabilitação, deve fazer algo que surta efeito, caso contrário, na primeira encruzilhada, o caminho pode não ser o “trabalho”, mas provavelmente a “volta ao crime”. Mesmo porque, “errar é humano” e continuar praticando os mesmos princípios carcerários de hoje é continuar errando.